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Artes do corpo, artes da vida, artes da memória: o treinamento cênico na Cia de Theatro Fase 3

28/01/2010

Jéssica Hiroko de Oliveira

resumo Nas práticas da Cia de Theatro Fase 3, companhia cujo elenco é formado, em sua maioria, por mulheres com mais de sessenta anos, o corpo não só é suporte para técnicas, ensaios e exercícios de treinamento cênico, mas também, extrapolando a dimensão técnica da interpretação, pode ser entendido como o elo que permite a construção de uma nova linguagem, na medida em que evidencia aspectos subjetivos e das experiências individuais que cada atriz traz e que se fundem na linguagem teatral.
Presentes na memória, estes elementos se mostraram essenciais para as relações tecidas entre cada uma e em relação à cia como um todo: é a partir da experiência em relação ao corpo e à vida que nascem as peças, o desejo de estar no grupo, de produzir espetáculos que demonstrem a beleza no quotidiano e no envelhecimento – etapa da vida comumente atrelada à decadência e feiúra –, e sobretudo, de quebrar a barreira entre o privado – comumente destinado às mulheres e idosos – e o público.
A reconstrução do corpo através do teatro passa a ser uma postura crítica de suas próprias vivências, ultrapassando o caráter individual e compondo uma linguagem teatral ímpar.
Este trabalho deriva da observação participante na oficina realizada pela Cia de Theatro Fase 3, para a montagem do espetáculo Nos Quintais de Quintana, onde se pôde acompanhar, além do processo de criação da peça, pelo diretor, o processo de treinamento cênico das atrizes – dentre as quais, imersa experimentalmente, a pesquisadora.

trabalho completo [indisponível]

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