Início > artes do espetáculo, sessão 4, [3] comunicações orais > As Bacantes e Teatro Oficina: a paródia e o grotesco bakhitiniano

As Bacantes e Teatro Oficina: a paródia e o grotesco bakhitiniano

28/01/2010

Maria Angélica Rodrigues de Sousa
graduada em ciências sociais [antropologia]

resumo Capturar e esmiuçar o uso do grotesco e da paródia bakhtiniana na montagem de As Bacantes, de Eurípides, pelo grupo paulistano Oficina, é uma das principais propostas do trabalho aqui apresentado. Buscar-se-á articular as impressões colhidas da experiência em campo – composta pela análise de ensaios, imagens e apresentações – ao conceito de carnavalização de Bakhtin, assim como às problemáticas teóricas da análise da performance e do teatro ritual. A intenção é ponderar sobre a performance do grotesco na concepção montada pelo grupo, e articulá-las ao uso antropológico destes conceitos, buscando esmiuçar a relação entre performance, etnografia e teoria.

A nudez presente na obra será utilizada para pensar o corpo como lugar do realismo grotesco, distinguindo o grotesco ambivalente, utilizado neste caso por comportar também um sentido positivo que expressa a idéia de comunhão e regeneração, do grotesco satírico, de função denegridora, como descrita por Bakhtin, também presente na montagem. Ambos os tipos grotesco são tomados como reforços da estilização paródica das falas e corpos dos atores do grupo. Em conclusão, o trabalho pensa as paródias e formas carnavalescas bakhtinianas em diálogo com os conceitos de liminaridade e liminóide de Victor Turner, por suas semelhanças no que se refere ao estranhamento e a suspensão do fluxo normal da vida cotidiana e dos processos centrais de produção simbólica.

trabalho completo [clique aqui]

%d bloggers like this: