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Autodeclaração: uma busca pelas construções de significados na trajetória das agentes penitenciárias

28/01/2010

Adriana Rezende Faria Taets
mestranda em antropologia social
Programa de Pós Graduação em Antropologia Social | Universidade de São Paulo

 

resumo Este projeto de pesquisa pretende analisar a trajetória de mulheres que trabalham como agentes penitenciárias para entender quais relações elas constroem entre o que ocorre no cárcere e fora dele. A partir da trajetória das agentes, procurar-se-á compreender as percepções que elas possuem de possíveis fronteiras entre esses contextos, verificando se, para elas, há uma separação entre eles, ou se, pelo contrário, há relações fluídas e marcadas por intensa comunicação. O possível posicionamento das agentes penitenciárias nas margens tanto do cárcere quanto da sociedade externa a ele faz delas personagens privilegiadas para uma melhor compreensão das relações estabelecidas entre esses dois mundos aparentemente excludentes. Procurar-se-á verificar o impacto que a convivência cotidiana das agentes com pessoas que perderam o seu direto à liberdade traz para a formação de identidades profissionais, e para as relações que estabelecem com outros personagens tanto do sistema prisional quanto da sociedade mais ampla. As questões principais que balizarão o desenvolvimento da pesquisa voltam-se para a compreensão da visão que as agentes penitenciárias possuem acerca do seu cotidiano, buscando verificar se para elas a sua trajetória é marcada, ou não, por um cruzamento cotidiano entre dois segmentos que se percebem segregados entre si, e se elas declaram carregar em si os estigmas decorrentes dessa trajetória.

 trabalho completo [clique aqui]

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