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Códigos e significações da performance oral: em torno da experiência estética

28/01/2010

Marcelo de Andrade Pereira
doutor em educação
Universidade Federal de Santa Maria

resumo Esta pesquisa apresenta o período que vai do medievo até a renascença como constituindo um modelo exemplar para se pensar a performance oral, sobretudo porque nele, nesse lugar específico da história, a palavra (comportando sua sonoridade) desempenha dois papéis, enquanto transmissora, a palavra corporifica e comunica uma matéria, uma substância, um sentimento. Transmissão, nesse sentido, significa também contaminação. Com efeito, tanto na trova medieval – no jogo do amor cortesão – quanto no teatro elisabetano, o ato de comunicar, de falar parece-nos deveras afetado. Neste lugar histórico em que a palavra encontra um termo final e não apenas mediador, falar significa atuar, tornar vivo, visto que, na palavra, exprime-se o conjunto de elementos não verbais e não sígnicos – materializados na voz, nos gestos, no uso da palavra – que a envolvem e que, não por acaso, a dinamizam. Tais elementos dizem respeito, sobretudo, à performance – transposta numa espécie de ritualização da fala: um procedimento, um modo de abordagem, de se pôr da palavra que coopera para o estabelecimento de uma atmosfera, de um clima, de uma tonalidade afetiva que hiper-dimensiona a própria palavra e os sentidos por ela ventilados. Este trabalho, de caráter multidisciplinar, busca investigar os sentidos e códigos da performance oral em vista da experiência estética. Conta com os seguintes operadores teóricos: Zumthor, Gumbrecht, Agambem, Bauman, Turner e Schechner.

 trabalho completo [clique aqui]

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