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Dançando – e inventando – uma tradição

28/01/2010

Luciana Hartmann
doutora em antropologia social
Departamento de Artes Cênicas | Universidade de Brasília

resumo Esta comunicação apresenta as primeiras incursões de uma pesquisa sobre a dança “tradicional” Cacuriá, mais especificamente, sobre o grupo Cacuriá Filha Herdeira, sediado em Brasília/DF. O Cacuriá é uma dança folclórica maranhense, criada sob encomenda – segundo contam os descendentes de seus fundadores, Dona Filoca e Seu Lauro – há 34 anos, visando fornecer uma alternativa ao folclore local, marcado fundamentalmente pela tradição do Boi Bumbá. De acordo com estes relatos, a dança foi criada a partir do Carimbó de Caixas (instrumento de batuque), que era tocado após término da Festa do Espírito Santo, na chamada Festa do Lava Prato. A dança caracteriza-se por uma coreografia organizada a partir de duplas (casais), pelo forte ritmo marcado pelos tambores e pelo canto dos músicos, pela movimentação corporal sinuosa dos dançarinos e pela alegria que inevitavelmente atinge o público, sempre em que este é chamado a participar das apresentações. Há 17 anos o Filha Herdeira foi criado em Brasília, pela filha de Dona Filoca, Dona Elisene, falecida em 2008. Atualmente são os filhos de Dona Elisene que procuram perpetuar a tradição, a despeito das dificuldades encontradas pelo Grupo. Este trabalho, pautado em experiência prática junto ao Grupo e nos referenciais teóricos oferecidos pela Antropologia da Performance, almeja hipóteses que permitam a compreensão da dinâmicas de criação, re-criação, transformação e contaminação da tradição performática presentes no Cacuriá.

 trabalho completo [clique aqui]

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