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Flamenco. O estrangeiro nessa manifestação popular

28/01/2010

Tatiana Guedes
documentarista, mestre em antropologia social
TRANSE – Núcleo Transdisciplinar de Estudos sobre a Performance | Universidade de Brasília

resumo O trabalho proposto é produto de uma pesquisa etnográfica realizada durante dois anos em Sevilha, sul da Espanha, e que deu origem a um filme documentário, intitulado “Otras Flamencas” , que conta a história de mulheres de diferentes nacionalidades que imigram a Sevilha para aprender a dançar flamenco e, dessa forma, profissionalizar-se.
Nesse trabalho não enfocarei o recorte de gênero como foi feito no documentário. Pretendo trabalhar o Flamenco como manifestação artística autêntica e fundamental para o funcionamento das sociabilidades do sul da Espanha, fio condutor da construção da identidade andaluza e expressão artística permanente nas festas de Andaluzia, inclusive nas de viés religioso católico.
Nesse cenário surge um fenômeno interessante: a imigração voluntária de um número relevante de estrangeiros de diversos países, os quais decidem morar em Sevilha para aprender Flamenco, seja a dança, o violão ou o canto. Lá, acabam descobrindo que precisam aprender não somente a técnica, mas principalmente os códigos corporais e de linguagem andaluzes, necessários para ser um flamenco puro. Além disso, vão lentamente inserindo-se nas festividades andaluzas e criando sua própria maneira de ser flamenco puro ao mesmo tempo em que estrangeiro. Interessa aqui adentrar nesse fenômeno, compreendendo-o antropologicamente e performaticamente. Compreender o Flamenco, sua manifestação e o lugar estrangeiro dentro disso.

trabalho completo [indisponível]

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