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Grupo Anima: música e ato na performance da música de tradição oral e da música antiga

28/01/2010

Valéria Fuser Bittar
doutoranda em teatro
Universidade de Campinas
Luiz Henrique Fiaminghi
doutor em música
Universidade Estadual de Santa Catarina

resumo As práticas musicais contemporâneas caminharam ao encontro de aberturas que lhe permitiram incorporar atividades extra-musicais como fenômenos renovadores de sua linguagem, libertando-se do binômio obra-autor como parâmetro monolítico para interpretação musical. Penetrando nessas aberturas, a música de tradição oral, e a música antiga através de suas práticas obliteradas pela hegemonização e canonização das grandes obras, permitiram aos intérpretes reassumirem o papel de protagonistas do discurso musical, libertando-se do subjugo da verdade do texto. Ao intérprete/criador cumpre deixar a função subalterna de mero veículo de ligação entre autor/obra e a audiência.

A mudança da função do intérprete no contexto da pós-modernidade exige o desenvolvimento de múltiplas capacidades. Nesse processo, o teatro contemporâneo, a antropologia e a hermenêutica podem oferecer novos parâmetros para o intérprete musical, considerando a interpretação fenomenológica e a corporeidade como fatores determinantes para uma linguagem musical que incorpore múltiplas camadas culturais, estéticas e temporais.

Tomando como estudo de caso o espetáculo musical “Donzela Guerreira” do grupo Anima, abordaremos do ponto de vista de intérpretes/criadores, a necessidade de desconstruir o concerto tradicional para retomar as bases da performance como ritual. A transposição do universo da tradição oral e da música medieval para a contemporaneidade implica em riscos que devem ser evitados para não transformar a criação artística em flashes do passado no presente.

trabalho completo [indisponível]

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