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Mais um “ir e vir” entre o teatro e a antropologia

28/01/2010

Isabel Penoni
mestranda em antropologia social
Museu Nacional | Universidade Federal do Rio de Janeiro

resumo Em Memory, reflexivity and belief, Carlo Severi faz uma distinção entre os tipos de ficção que se estabelecem no teatro e no ritual. O presente trabalho é uma tentativa de colocar em questão a hipótese do autor, ou, ao menos, de complexificá-la. Através de uma breve incursão por exemplos da cena ficcional contemporânea, assim como pela teoria da performance de Victor Turner e a filosofia teatral de Jerzy Grotowski, pretendo explorar a idéia de que no teatro, tal como Severi postulou a respeito do ritual, o que está em jogo é uma “enunciação complexa”. Especialmente quando se leva em conta que o “universo de verdade” do ator – de memórias e associações pessoais – é fator inerente à sua construção. Tal proposição me permitirá, por fim, formular certas perguntas, entre elas, se a mobilização de um “universo íntimo de verdade” também faria algum sentido para a construção de enunciadores rituais? De frente para essas questões, tentarei ainda esboçar algumas respostas, baseando-me nos resultados do meu trabalho de campo, realizado entre julho e agosto de 2009 na aldeia Kuikuro de Iptase (Alto Xingu, MT) – período em que aconteceu nessa localidade o ritual do Jawari, prestigioso ritual inter-tribal xinguano.

trabalho completo [clique aqui]

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