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Música e oralidade, estética e ética: as cantigas no ritual e performance da capoeira angola

28/01/2010

Rosa Maria Araújo Simões
doutora em ciências sociais
Departamento de Artes e Representação Gráfica | Universidade Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

resumo A música na capoeira angola é uma linguagem que organiza os códigos de conduta, orientando, por sua vez, as atitudes dos (as) capoeiras no ritual da roda. Há uma hierarquia na disposição dos instrumentos musicais e de seus respectivos tocadores. Dos três berimbaus existentes numa roda de capoeira angola, o berimbau “berra-boi”, que possui o som mais grave, está no ápice da hierarquia e é geralmente tocado pelo mestre (guardião) ou alguém mais próximo do mestre, levando em consideração a hierarquia (com o sentido de mais experiência e sabedoria) na capoeira; em seguida, temos o berimbau “médio”, que tem o som médio e, o viola com o som mais agudo. Além dos três berimbaus, também compõem a bateria, um ou dois pandeiros, um reco-reco, um agogô e um atabaque. A mesma hierarquia vale para o canto, ou seja, o mestre também será o cantador da ladainha – canto de entrada, dos corridos e comandará todo o processo ritual. Sob a perspectiva da antropologia da performance foi realizada uma etnografia com grupos de capoeira angola em Salvador – Bahia e em São Paulo (sobretudo com o Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia de João Pequeno de Pastinha sob direção de Mestre Pé de Chumbo), com o objetivo de analisar tradicionais cantigas de capoeira, com especial enfoque nas ladainhas. Vale destacar que quando uma ladainha é cantada, dois jogadores se encontram no “pé-do-berimbau” para “ouvir o ensinamento”, momento em que é possível delinear o jogo que irá acontecer.

trabalho completo [clique aqui]

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