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O «Teatro das orgias e dos mistérios» de Hermann Nitsch

28/01/2010

André Silveira Lage
doutor em literatura francesa
bolsista FAPESP [pós-doutorado]
Departamento de Artes Cênicas| Escola de Comunicações e Artes | Universidade de São Paulo

 

resumo Este artigo pretende apresentar as características principais do « Teatro das orgias e dos mistérios » de Hermann Nitsch, suas origens estéticas e suas implicações históricas, artísticas e filosóficas no contexto da arte austríaca do pós-guerra. Mostrarei o papel determinante do artista na Áustria, “o país da cultura, da mais modernista, de Schönberg a Karl Krauss, de Mach a Wittgenstein, de Freud a Schnitzler, mas também a terra de Hitler” (ONFRAY, 1998, p. 58), bem como as contribuições de suas “Aktions” – termo da língua alemã que denomina a arte da performance dos anos 70 e 80 – na elaboração de um novo conceito de arte, paltado, entre tantos aspectos, na reconciliação da arte e da vida, na releitura dos mistérios da paixão da idade média, nas procissões católicas, na sensualidade espontânea das festas populares, nas formas demoníacas dos velhos ritos de redenção e de fertilidade, na catarsis das grandes festas greco-romanas, ou ainda, num « outro uso estético e ético da carne » – que é um rito performático de esquartejamento e de evisceração da carne animal, um rito sanguinário, dionisíaco, catártico, cruel.

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