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O Espelho do Outro: o cinema, o espectador e as relações de alteridade na Trilogia das Cores de Krzystof Kieslowski

28/01/2010

Bruna Nunes da Costa Triana
graduanda em ciências sociais
Universidade Estadual de Londrina

resumo Partindo da observação de Geertz de que a arte é um componente essencial da vida, e adotando o cinema como campo de pesquisa, passível de observação e interpretação, o objetivo deste trabalho é analisar a especificidade da relação entre cinema e sociedade, pensando os filmes como produtos culturais que criam, constroem e fazem circular representações, traços culturais, valores. Para isso, pressupomos, como Souriau, que as imagens projetadas acompanham o espectador mesmo depois que o filme acaba, marcando-o em lembraças e modelando seu comportamento, seus gestos e suas idéias. Deste modo, tomando o cinema, sobretudo, como uma arte do espetáculo, buscamos refletir acerca do alcance global das imagens cinematográficas, seus mecanismos de produção, circulação e consumo como mercadorias visuais; preocupando-nos, como Walter Benjamin, com a experiência, com a arte de contar e de transmitir conhecimentos, uma vez que os filmes se transformaram nos grandes veículos de construção e divulgação de imaginários, conceitos, valores e significados. Portanto, nossa abordagem privilegia a Antropologia para analisar a experiência cinematográfica, tentando perceber, como o fez Morin, de que forma o cinema, e em particular os três filmes da Trilogia das Cores de Krzystof Kieslowski, através dos processos de projeção-identificação dos espectadores com as imagens, narra e constrói a imagem do Outro e, ainda, quais as relações de alteridade que ele engendra com o Outro e com o mundo.

trabalho completo [clique aqui]

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