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O público [em]cena e a subversão do “espetáculo”

28/01/2010

Margarida Gandara Rauen
doutora em dramaturgia e encenação
Departamento de Arte-Educação | Universidade Estadual do Centro-Oeste

resumo A subversão do espetáculo-mercadoria foi sistematicamente praticada pelos situacionistas, numa relação direta com Guy Debord em seu livro A Sociedade do Espetáculo (1967). Consideradas as críticas feitas a Debord durante mais de quarenta anos de recepção de seus escritos, é paradoxal observar, nas artes cênicas, o atual fortalecimento de suas idéias, com o crescente interesse de performers e coletivos na inclusão do público como agente compositor da cena em eventos interativos. Analisados como ritual por Richard Schechner, cujo pensamento, na área de Artes no Brasil, se expandiu com Renato Cohen, essas práticas de performance e live-art sugerem tanto a rejeição radical da arte mercadoria, até as ações telemáticas que provocam movimentos de massa em vários países, simultaneamente. A Estética Relacional, proposta por Nicolas Bourriaud (Trad. Denise Bottmann, Martins, 2009) é uma das mais recentes abordagens da arte interativa. O objetivo de minha comunicação é considerar diferentes procedimentos e entendimentos de interatividade em eventos cênicos nos quais pessoas do público tornam-se agentes compositores no tempo real da cena. O trabalho é ilustrado com as práticas de artistas e coletivos diversos, incluindo processos criativos expostos no livro A interatividade, o controle da cena e o público como agente compositor, por mim organizado (EDUFBA, 2009).

trabalho completo [clique aqui]

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