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O riso com (re)leitura: o processo de parodização da Bossa Nova pela Tropicália

28/01/2010

Victor Creti Bruzadelli
graduado em história
Rede Goiana de Pesquisa em Performances Culturais | Universidade Federal de Goiás

resumo Os procedimentos de produção e expressão da arte tropicalista são bastantes peculiares. Muitas das vezes o foco desses cancionistas está deslocado não para o que se canta (e se comunica com o público), mas como isso se dá. Esse dado é de extrema importância para se compreender a importância desse grupo de músicos no interior da música brasileira, já que estes abriram o universo musical para um enorme conjunto de idéias que nem sempre estiveram ligadas a ele. Na interpretação tropicalista, o riso se torna, em vários momentos, central, já que é a partir da evidência do cômico que se evidencia o processo de revisão crítica da música brasileira. À Bossa Nova, neste contexto, caberá um papel ambíguo, entre a sacralização e a desconstrução através da ironia e, sobretudo, da paródia. Neste trabalho, busca-se compreender como as interpretações (vocal, instrumental, corporal, entre outras) serão decisivas para a construção desta postura em relação à Bossa.

trabalho completo [indisponível]

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