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Os corpos da escrita: corpo e caligrafia japonesa, para além do clichê

28/01/2010

Rafael Tadashi Miyashiro
mestre em artes
Instituto de Artes |Universidade de Campinas
Mackenzie
Arthur Lara
doutor em comunicação
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo | Universidade de São Paulo
Anna Paula Gouveia
doutora em arquitetura e urbanismo FAU-USP
Instituto de Artes |Universidade de Campinas

resumo No conceito de mídia primária de Harry Pross, o corpo é considerado a primeira mídia, na qual todas as outras se sobrepõem. No caso da caligrafia japonesa, esse viés traz uma perspectiva muito interessante, porque coloca o corpo no centro de algo que, em geral, é diretamente relacionado às letras e às artes visuais.

Nesse sentido, ganha profundidade a escrita como resultado de um corpo que pensa e faz a caligrafia – e que atualiza anos da história da escrita num momento singular. Esse corpo, no entanto, não é algo serializado e formatado. Inserido num território criativo, onde atuam elementos da cultura japonesa como ma, ki, e kokoro, ele traz uma caligrafia de múltiplas manifestações e intenções, resultado das singularidades de cada calígrafo, o que a afasta, em muito, da caligrafia oriental “clichê”, tão presente na mídia e no imaginário, que tende a chapar tudo num mesmo estado, pretensamente “zen”.

 trabalho completo [clique aqui]

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