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Os maracatus adentram a avenida: Performances e rearranjos identitários na cidade de Fortaleza

28/01/2010

Danielle Maia Cruz
doutoranda em sociologia
Universidade Federal do Ceará

resumo Tenciono apresentar a pesquisa etnográfica que venho desenvolvendo, para o doutorado, com grupos de maracatus na cidade de Fortaleza, Ceará. Em estreito diálogo com autores como Victor Turner, Stanley Tambiah e Marcel Mauss a presente comunicação objetiva discutir acerca dos atos performáticos dos brincantes de maracatus que se apresentaram na cidade de Fortaleza no Carnaval do ano 2008 e 2009. Trata-se de desfiles fomentados pela Secretaria de Cultura de Fortaleza (SECULTFOR) cujo objetivo é, dentre outras coisas, “promover um carnaval que dispense trios elétricos e opte pela tradição”, conforme destacou a presidente da SECULTFOR. Subjacente a essas questões está a finalidade da atual gestão em promover idéias acerca de Fortaleza que a associem a uma cidade cultural, voltada às festas populares, desconstruindo imagens que a relacionam somente às belezas naturais, como as de seu litoral. Para tanto, o Carnaval é o período eleito pela gestão para que ocorram apresentações de determinadas manifestações populares como, por exemplo, os desfiles de maracatus na avenida Domingos Olímpio. O ponto a reter aqui é que para que os maracatus sejam contemplados com o apoio financeiro viabilizado pela prefeitura é solicitado pelo poder público que os brincantes tinjam a face de negrume, que apresentem na composição de seus grupos alas com negros, índios, reis e rainhas, dentre outros. Compreendo tais apresentações como relevantes momentos rituais em que os brincantes com suas máscaras e demais performances expressam suas visões de mundo, o que permite pensar sobre a resignificação de identidades culturais em Fortaleza.

trabalho completo [clique aqui]

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