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Pé de valsa: danças antigas de salão que contam histórias

28/01/2010

Valéria Maria Chaves de Figueiredo
doutora em educação
Universidade Federal de Goiás

resumo O presente trabalho teve como objetivo trazer a dança como arte da memória e expressa em corpos que dançam. Pesquisamos danças antigas e populares de Goiás, expressões quase que esquecidas e presentes apenas na memória de antigos moradores da região de Santa Cruz em Goiás. Foi na perspectiva da história oral que a inter-relação com a comunidade manifestou-se como condição fundamental para se apreender os modos, as histórias, os movimentos, as dramaturgias que marcaram estes cotidianos e sua arte. Estas danças resistiram como fragmentos na memória de antigos moradores, sem registros oficiais continuam, de certo modo, vivas na tradição da oralidade, particularmente nas memórias do corpo. Aprendidas em festas rurais, são danças de salão, da cultura caipira e eram realizadas nas fazendas da região. Entre mutirões e pagodes tinham o intuito de agregar, coletivizar experiências, ancorando-se nas trocas e nas relações afetivas, sociais e culturais. Ao longo dos anos foram proibidas e/ou desprezadas pela modernidade capitalista. Nossa intenção foi olhar para o corpo como um texto múltiplo e constituído de história, memória e arte. São poesias inscritas no cotidiano e na dança onde a presença de uma multiplicidade de diálogos se constitui como campo de conhecimento polissêmico, aberto, de muitas sensibilidades e humanidades. Nosso referencial teórico dialogou com diversos autores, entre eles Mario de Andrade, Regina Lacerda, Walter Benjamin, entre outros.

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