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Rituais cotidianos no treinamento do ator: diálogos possíveis entre a metodologia de improvisação de Jean-Pierre Ryngaert e os estudos enunciativos do Círculo de Bakhtin

28/01/2010

Jean Carlos Gonçalves
doutorando em educação
Universidade Federal do Paraná

resumo Esse estudo analisa o discurso do teatrólogo Jean-Pierre Ryngaert sobre o ensino da improvisação, a partir do texto A pequena Música dos Rituais, no qual o autor relata algumas vivências em que utiliza os rituais cotidianos no treinamento do ator. A análise visa possibilitar um diálogo com os estudos do Círculo de Bakhtin, contribuindo para o campo das artes do espetáculo por meio de uma reflexão teórica advinda de discursos sobre a prática. Os primeiros olhares apontam para a improvisação teatral como um processo dialógico, que proporciona ao ator a liberdade criativa da autoria, pois no ato improvisado ele é o autor de seu próprio texto, de sua corporeidade e da cena. Quanto aos rituais cotidianos, Ryngaert defende a observação como ponto de partida para a criação, da mesma maneira que Bakhtin fala da identidade do ser constituída na relação com o outro. Por meio dos tantos diálogos possíveis entre os estudos teóricos e práticos, ainda urge refletir sobre o uso dos rituais como um jogo múltiplo de sentidos, que traz o detalhe e a minúcia para o foco da cena, como sinaliza Ryngaert, do mesmo modo que o Círculo de Bakhtin se refere às alterações minúsculas do ser como responsáveis pelo curso das situações comunicativas e das relações entre os sujeitos participantes de uma interação, que no caso analisado nesse estudo, é o ambiente de treinamento do ator.

trabalho completo [clique aqui]

 

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