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Ritual e crueldade nas artes do espetáculo: potencialidades de percepção-ação do corpo

28/01/2010

Ricardo da Mata Barbosa
graduado em história
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Rodrigo dos Santos Monteiro
graduando em comunicação das artes do corpo
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

resumo A proposta de um teatro ritual, a qual Antonin Artaud dedicou grande parte de sua vida, quando voltada para as artes do espetáculo contemporâneas, permite que sejam feitas aproximações do seu conceito de crueldade com os atuais entendimentos das performances corporais. Crueldade, aqui, expandida dos termos que se voltam para o sofrimento físico ou psicológico, para um campo onde a percepção, entrelaçada com a experiência artística, é um ato potencial da transformação do ser.

Contemporaneamente, devido aos avanços teóricos sobre os estudos do corpo artista – corpo que ultrapassa os domínios da representação e promove (auto) transformação a partir da ação, do ato de perfomar – pode-se dizer que a herança do teatro artaudiano para a produção de espetáculos cênicos contemporâneos, quando embebidos da crueldade, volta-se para a potência que estes trabalhos têm de promover não uma cartase aristotélica, mas uma ressignificação de sentidos para o artista e o espectador. As mudanças ocasionadas vão desde o cognitivo individual de cada um, até a valorização em outros âmbitos da união coletiva.

O espetáculo como um ato performático, e também como um ritual, necessita da relação entre artistas e público para que se desenvolva como tal. Desta forma, o ritual acontece a partir do momento em que, tanto artistas, quanto os não-artistas, se fundem em um acontecimento (happening) visando outras possibilidades de vida em um terreno ainda escuro.

 trabalho completo [clique aqui]

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