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Transir rústico. Transgressão Lírica. O movimento poético-musical da Nova Cantoria de Elomar Figueira Mello, Dércio Marques e Xangai

28/01/2010

Eduardo Cavalcanti Bastos
doutorando em arte cênicas
PPGAC | Universidade Federal da Bahia

resumo A apresentação revela o processo de investigação e inscrição da Nova Cantoria, protagonizada pelos poetas-cantadores Dércio Marques, Elomar e Xangai, como movimento artístico. São analisados aspectos etnográficos, culturais e espetaculares. Primeiramente é proposta uma cartografia para o movimento da Nova Cantoria, utilizando-se de referencias históricas vinculadas à arte medieval, à Cantoria Nordestina, à Literatura de Cordel e as tradições orais. Por intermédio dessas evidências, individua-se a gênese da Nova Cantoria, que se dinamiza de acordo com a transgressão de caracteres performáticos e culturais, entre gêneros poético-musicais e questionamentos identitários. Segundo autores das ciências humanas, filosofia e arte elabora-se um panorama cultural para o movimento, no qual são revistos conceitos identidade nacional, cultura popular e de raiz, que servem para uma melhor inscrição deste no panorama artístico e cultural brasileiro. Sob os auspícios das teorias do espetáculo, articula-se a representação dos novos cantadores, utilizando-se análises de Paul Zumthor, Jorge Glusberg, Patrice Pavis e da Etnocenologia, que apóiam exames e descrições dos principais traços performáticos de cada um dos poetas-cantadores, exibindo tipologias que se mantém como aspectos intrínsecos na caracterização do movimento poético-musical, tendo ainda como representação ilustrativa, do conjunto constituído pelos três cantadores, a obra “Auto da Catingueira” de Elomar Figueira Mello.

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