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Levantamento do Mastro: Terra, Céu, Tupanaroca e Aruanda no Festejo do Sem Fim

24/02/2010

Performance coletiva, integrando visões e manifestações dos viajantes (teóricos e peregrinos) de todos os lugares à roda de um símbolo de alegria, devoção e comunhão.

Promovendo a interação e cumplicidade entre memórias a proposta desta performance é deixar que todos ao pé de mastro se manifestem. Não há hierarquia nem centralização. Tudo ligado e cada um presentando a vontade e o poder.

Este mastro é uma proposta de pacto e ritual. Todos são espectadores e todos são performers ao mesmo tempo. Tudo isso, ligado pela alegria e pela voz dos nossos antepassados, sejam eles consanguíneos, povos que convivemos, ou aqueles que dialogamos teoricamente.

E os mais doces dos bárbaros deverão invadir a roda. Do cóccix ao pescoço, ninguém ficará imóvel. O objetivo é roubar versos, inventar outros, dançar velhas danças e criar, coletivamente, outros passos. Compartilhar o espírito de nossos avós, a voz de nossos pais, os sentidos de nosso presente.

Os estrangeiros e os anfitriões não abolirão o acaso e cantarão um tempo sem fim, um tempo aberto marcado pela alegria e pela vontade de continuar o festejo até a aurora.

O mastro é um convite à invasão, todos devem entrar na cidade amada, no terreiro admirado e deixar que um alto-astral seja mapeado. Que transes sejam invocados e altas transas se deixem evocar. Que as espadas, os pandeiros, os pratos de esmalte, os tambores, as bandeiras, as saias, as máscaras e tudo aquilo que performa seja trazido para o centro e se renove nesta festa do sem fim.

Proposta Augusto Rodrigues Ana Goldenstein Carvalhaes

Categorias:performances
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