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Archive for the ‘[3] comunicações orais’ Category

programação [artes do espetáculo]

14/03/2010 Comentários desativados

manhã | 17.03

SESSÃO 1 [PERFORMANCE, LINGUAGEM E EXPERIÊNCIA]

Primeira dama ou coadjuvante? A antropologia da performance entre o palco e a coxia
Cauê Krüger

Lev S. Vygotsky (1896 – 1934) e o Teatro: Revelações
Edlúcia Robélia Oliveira de Barros

O ato-ação da performação
Larissa Ferreira

O público [em]cena e a subversão do “espetáculo”
Margarida Gandara Rauen

Rituais cotidianos no treinamento do ator: diálogos possíveis entre a metodologia de improvisação de Jean-Pierre Ryngaert e os estudos enunciativos do Círculo de Bakhtin
Jean Carlos Gonçalves

tarde | 17.03

SESSÃO 2 [CORPO, TÉCNICA E SOCIEDADE]

A teatralização das práticas corporais indígenas na contemporaneidade
Arthur Almeida

“África” e seus corpos: a performance como elaboradora do território negro
Ana Beatriz Almeida

O jogo dramático e o espaço marginal como forma de resistência. CITAC: estudo-caso de um grupo de teatro universitário em Portugal
Ricardo Seiça Salgado

O drama social e o rio de Muane
Denise Zenicola

Artes do corpo, artes da vida, artes da memória: o treinamento cênico na Cia de Theatro Fase 3
Jéssica Hiroko de Oliveira

Um espetáculo de violência na ponta do dedo: cortes e recortes de um gesto performático
Scott Head

manhã | 18.03

SESSÃO 3 [DANÇA E PERFORMANCE]

Performance do samba: Por uma dançologia do samba carioca
Claudia Ramalho; Luana Bezerra

Dança de salão dilatada: uma estética transcrita para cena
Suanne Souza Baena

“Ó Abre Alas…”: a construção da dramaturgia e a preparação do corpo carnavalesco para as performances da Comissão de Frente
Yaskara Manzini

Entre pedaços de algodão e bailarinas de porcelana: a performance artística do balé clássico como performance de gênero
Tatiana Mielczarski dos Santos

Rastros
Ary Coelho; Luisa Günther

tarde | 18.03

SESSÃO 4 [TEATRO E RITUAL]

O amor e a donzela no Teatro da Crueldade da Demanda do Santo Graal
Maria Cristina Brito

O «Teatro das orgias e dos mistérios» de Hermann Nitsch
André Silveira Lage

Ritual e crueldade nas artes do espetáculo: potencialidades de percepção-ação do corpo
Ricardo da Mata Barbosa

As Bacantes e Teatro Oficina: a paródia e o grotesco bakhitiniano
Maria Angélica Rodrigues de Sousa

Cena e contágio
José Tonezzi

Mais um “ir e vir” entre o teatro e a antropologia
Isabel Penoni

manhã | 19.03

SESSÃO 5 [PERFORMANCE E(M) ESPAÇO URBANO]

Performances urbanas como reinvenção do monumento Chafariz
Eloísa Brantes Mendes

Estado pirata: cotidiano e suspensão na prática de performances na rua
Maicyra Leão

Avesso ou Reverso: Registro-Performance?
Maíra Zenun; Luisa Günther

Teatro de rua: tradição e urbanidade
Renata Lemes; Renato Ferracini

Pode o tempo ter lugar no corpo do performer?
Gilberto Icle

Mujer salvaje – díptico I – Urbe
Vera Wilner; Florencia Aletta

tarde | 19.03

SESSÃO 6 [IMAGEM, PERFORMANCE E EXPERIÊNCIA]

O Espelho do Outro: o cinema, o espectador e as relações de alteridade na Trilogia das Cores de Krzystof Kieslowski
Bruna Nunes da Costa Triana

Experimente em si (mesmo) ou Descartável Você?
Cláudia Schulz; Luciana Hartmann

O palco nas lentes fotográficas: reflexões sobre a construção de narrativas por meio de fotografias de espetáculos teatrais
Francieli Rebelatto

O Cinema da Performance à Performatividade: o Caso do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual
Marcos Aurélio da Silva

A performance na antropologia de Jean Rouch
Pedro Lopes

Teatro Goiano em imagens: o olhar de Cici Pinheiro
Belisa Monteiro Dias Ferreira

programação [festa e manifestações populares]

14/03/2010 Comentários desativados

manhã | 17.03

SESSÃO 1 [PÁSSAROS JUNINOS, CARNAVAIS E LIMINARIDADE]

Os liminares dentro da liminaridade: matutos e feiticeiras nas performances dos Pássaros Juninos de Belém (PA)
Eliane Suelen Oliveira da Silva

A estética dos contrastes no carnaval das escolas de samba: a continuidade no espetáculo da mudança
Renata de Sá Gonçalves

Liminaridade e inversão no carnaval do Sul
Thiago Silva de Amorim Jesus

O modo de produção familiar do carnaval de curitibano: qualidade e performance na avenida
Vanessa Maria Rodrigues Viacava

Carnaval curitibano: o “lugar” do popular na metrópole
Caroline Glodes Blum

A arte do efêmero: apontamentos sobre o Carnaval como símbolo e cinza no Rio de Janeiro
Nilton Silva dos Santos

tarde | 17.03

SESSÃO 2 [FOLIÕES DIVINOS E REAIS]

Folias do Divino: um cortejo em performance ritual
Jorge das Graças Veloso

Identidade Açoreana através das Festas do Espírito Santo
Gyorgy Henyei Neto

Folia e fé: performance e identidade nas festas de Santos Reis em João Pinheiro (MG)
Maria Célia da Silva Gonçalves

A máscara e sua força simbólica: um breve estudo etnográfico
Renato Mendonça Barreto da Silva

Considerações sobre as lentes afro-americanas: a performance do palhaço da folia
Ausonia Bernardes Monteiro

Perigo e criatividade nas performances cômicas de palhaços de folias de reis
Daniel Bitter

manhã | 18.03

SESSÃO 3 [MULHERES EM PERFORMANCE: SANTA DICA, ENCOMENDADEIRAS, AGENTES PENITENCIÁRIAS, FLAMENCAS E MULHERES-BATERA]

Rito-teatralizando Santa Dica: memórias, imaginários e imagens poéticas
Natássia Duarte Garcia Leite de Oliveira

Autodeclaração: uma busca pelas construções de significados na trajetória das agentes penitenciárias
Adriana Rezende Faria Taets

Flamenco: o estrangeiro nessa manifestação popular
Tatiana Guedes

A corrida de bateras – reinvenções performativas numa comunidade de pescadores em Florianópolis/SC
Maycon Melo

tarde | 18.03

SESSÃO 4 [DANÇANDO A TRADIÇÃO]

A produção de subjetividade a partir de uma dança tradicional: o Mineiro-Pau de Salinas
Luciana de Araújo Aguiar

Dançando – e inventando – uma tradição
Luciana Hartmann

Cacuriá: A tradição maranhense em terras candangas
Rita de Cássia Souza Cruz; Camila Paula Lopes; Luciana Hartmann (orientadora)

Entre o sagrado e o profano: análise da (con)sagração da festa a São Gonçalo de Amarante
Victor Hugo Neves de Oliveira

Entre a fé o o remelexo: Samba de Terreiro, um fio de preservação da cultura negro-africana no Brasil
Jacqueline Barbosa dos Santos

Mestre Dado e Deusa Minerva: uma performance de umbigada
Eleonora Gabriel
Frank Wilson Roberto

manhã | 19.03

SESSÃO 5 [CORPOS ESCRITOS, FOLIÕES E DANÇANTES]

Os corpos da escrita: corpo e caligrafia japonesa, para além do clichê
Rafael Tadashi Miyashiro
Arthur Lara
Anna Paula Gouveia

Andanças e festas noturnas: dinâmica no meio evangélico brasileiro
Márcia Leitão Pinheiro

Identidade(s) em Performance nas Festas de Capela
Márcia Chiamulera

Dança de salão: novas configurações na performance da vida
Maria Inês Galvão Souza

Pé de valsa: danças antigas de salão que contam histórias
Valéria Maria Chaves de Figueiredo

tarde | 19.03

SESSÃO 6 [CONGADA, MARACATU E SÃO JOÃO]

Congada: o significado cultural e performance dos dançantes de João Pinheiro (MG)
Giselda Shirley da Silva

A performance do olhar: a Congada de Santa Efigênia através do olhar de Johann Emanuel Pohl
Sebastião Rios; Talita Viana

Os maracatus adentram a avenida: performances e rearranjos identitários na cidade de Fortaleza
Danielle Maia Cruz

Nação do Maracatu Porto Rico: um estudo do carnaval como “drama social”
Anna Beatriz Zanine Koslinski

Festa de São João: a performance como construtora da identidade étnica dos remanescentes quilombolas em São Domingos, Paracatu (MG)
Vandeir José da Silva

Da ênfase do conteúdo para o modo de expressar os eventos etnográficos: as contribuições da antropologia da performance para pensar o retorno dos emigrantes nordestinos às festividades juninas
Greilson José de Lima

programação [música e oralidade]

14/03/2010 Comentários desativados

tarde | 17.03

SESSÃO 1: [MÚSICA, PERFORMANCE, ORALIDADE]

A performance de personagens no espetáculo da política: a encenação ritual de Ronaldo Cunha Lima na eleição para prefeito de Campina Grande-PB em 1968
Iolanda Barbosa da Silva

Escutar, escutar, escutar… um caminho para a construção poética
Meran Vargens

Grupo Anima: música e ato na performance da música de tradição oral e da música antiga
Valéria Fuser Bittar; Luiz Henrique Fiaminghi

Códigos e significações da performance oral: em torno da experiência estética
Marcelo de Andrade Pereira

manhã| 18.03

SESSÃO 2 [ATOR, ORALIDADE]

Rezando em busca da visão: narrativas e performances rituais no Fogo Sagrado
Aline Ferreira Oliveira

Peregrinações do Corpo, da Voz e da Memória
Rosana Baptistella

Carne da canção: corpo e performance da palavra cantada no âmbito da música popular
Conrado Vito Rodrigues Falbo

O riso com (re)leitura: o processo de parodização da Bossa Nova pela Tropicália
Victor Creti Bruzadelli

“A palavra dita que é canção e a frase cantada que é fala” Maria Knébel e Stanislavsky sobre a performance oral
Adriana Fernandes; Robson C. de Camargo; Michel M. Rosa

tarde | 18.03

SESSÃO 3: [RITUAL, NARRATIVA]

Poesia e peregrinação Kalunga: a letra, a voz e o mastro do Divino Espírito Santo
Augusto Rodrigues

Sonoridades e performance no contexto ritual – o caso do candomblé queto
Jorge Luiz Ribeiro de Vasconcelos

O que a música faz na capoeira angola?
Maria Eugênia Dominguez

Música e oralidade, estética e ética: as cantigas no ritual e performance da capoeira angola
Rosa Maria Araújo Simões

manhã | 19.03

SESSÃO 4: [CANÇÃO POPULAR, VIOLA, CANTORIA]

As performances de trova galponeira em situações distintas: A roda de trova e os concursos
Gisela Reis Biancalana

Transir rústico. Transgressão Lírica. O movimento poético-musical da Nova Cantoria de Elomar Figueira Mello, Dércio Marques e Xangai
Eduardo Cavalcanti Bastos

A performance da música regional no triângulo mineiro
Márcio Bonesso

A viola do diabo: notas sobre narrativas de pactos demoníacos no norte e noroeste mineiro
Luzimar Paulo Pereira

(Em)cantos das Almas: a Recomenda das Almas em Correntina (Bahia)
Eduardo José Reinato

tarde | 19.03

SESSÃO 5 [GÊNEROS MUSICAIS, IDENTIDADE]

White Metal, o Heavy Metal “do bem”. Um estudo sobre as adaptações estéticas e performáticas do metal cristão
Patrícia Barbosa Villar

Corpos em linhas de fuga: êxtase juvenil nas Verduradas em São Paulo
João Batista de Menezes Bittencourt

Samba e choro em Brasília: os músicos, as notas e a cena musical na capital federal
João Carlos de Souza Peçanha

Bossa Nova entre as primeiras apresentações no Brasil e o espetáculo do Carnegie Hall (1958 – 1962). Performance e redimensionamento cultural
Vicente Saul Moreira dos Santos

Os aspectos performativos da música como meios de criação de identidade no Rio de Janeiro
Adriana Conceição Ribeiro-Mayer

A criação do roteiro na performance do jogo teatral antropológico

28/01/2010 Comentários desativados

Iremar Maciel de Brito
doutor em Letras
Escola de Teatro | UNIRIO
Instuto de Letras | Universidade Estadual do Rio de Janeiro

resumo A criação de roteiros para performances teatrais tem sido um dos objetos da nossa pesquisa sobre o jogo teatral nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Escola de Teatro da UNIRIO. São performances de caráter antropológico, que discutem os personagens em suas relações humanas e sociais, através de jogos teatrais. A nossa proposta, portanto, pretende ser mais um caminho, entre outros, de criação de roteiros para a realização jogos teatrais performáticos, buscando discutir o homem e suas relações com o mundo. Neste trabalho, adaptamos ao jogo teatral o sistema universal da narrativa (sistema quinário), teorizado a partir de Propp, Todorov e Greimas, entre outros. O sistema quinário estabelece os cinco pontos básicos de qualquer sequência narrativa tradicional: 1) Situação inicial; 2) Força desequilibradora ou primeira peripécia; 3) Desenvolvimento; 4) Força equilibradora ou segunda peripécia); 5) Estado final. Entretanto, na nossa adaptação desse sistema para roteiros de performances antropológicas, trabalhamos com a desconstrução da tradicional sequência lógico-temporal, na busca de inusitadas possibilidades de seqüenciar um acontecimento ou uma história.

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Primeira dama ou coadjuvante? A antropologia da performance entre o palco e a coxia

28/01/2010 Comentários desativados

Cauê Krüger
mestre em antropologia social
NUARP | Universidade Federal do Paraná

resumo O conceito de performance tem sido cada vez mais utilizado pela teoria social contemporânea a medida em que Antropologia da Performance tem ganhado espaço e legitimidade no ambiente acadêmico. Apesar da definição de performance não ser consensual, a grande maioria das conceituações destaca a característica de um tipo particular de evento, mais destacado, estereotipado ou estilizado do que o fluxo da vida cotidiana. Desde as noções inaugurais de William Jansen, os eventos artísticos de John Cage, as noções de frame em Gregory Bateson e Erving Goffman, ou as contribuições de Victor Turner e seus seguidores, esta qualidade destacada da performance sempre esteve presente.

Heinich (2008) enumera três fases do processo de institucionalização da Sociologia da Arte, a primeira com ênfase no objeto, a segunda no contexto e a terceira como sendo uma inter-relação entre as abordagens. De forma semelhante, a antropologia da performance atualmente parece oscilar entre abordagens descontextualizadas e mecânicas que se contentam em analisar o fenômeno cênico e abordagens estritamente contextuais, que acabam relegando a performance para segundo plano. O presente artigo se propõe a uma reflexão teórica e metodológica sobre tal embate entre a performance e seu contexto, dando ênfase ao encaminhamento de descontextualização e recontextualização (Bauman; Briggs, 1990), bem como a dimensão da experiência (Turner, 1986) que permitem bem relacionar as manifestações expressivas e o mundo social.

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Lev S. Vygotsky (1896 – 1934) e o Teatro: Revelações

28/01/2010 Comentários desativados

Edlúcia Robélia Oliveira de Barros
graduada em pedagogia
graduanda em artes cênicas
Rede Goiana de Pesquisa Performances Culturais

resumo Este artigo apresenta os primeiros resultados do projeto de pesquisa em andamento, que tem como objeto os estudos do teatrólogo e psicólogo Lev S. Vygotsky (1896 – 1934), sobre a articulação do pensamento e da linguagem, que aborda, dentre outras, a questão relativa ao pensamento que se elabora por trás das palavras faladas ou do subtexto, presentes nas atividades humanas, algo que, segundo o autor, havia sido sistematizado anteriormente pelo teatrólogo Constantin Stanislavski (1865-1938), no seu trabalho com atores.

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O ato-ação da performação

28/01/2010 Comentários desativados

Larissa Ferreira
mestranda em artes
bolsista Capes
Universidade de Brasília

resumo Colocar em discussão os conceitos que definem a arte da performance é colocar-se em espaço de risco. Risco que presentifica-se no corpo daquele que a faz, mas também em sua prática de pensamento. Refletir sobre a performance-pensamento é colocar-se em espaço performático, arriscar-se em espaços que a primeira vista parecem improváveis, mas logo tornam-se possíveis pela potência carregada nos gestos. É partindo do universo do possível, e, portanto, virtual, por ser múltiplo em sua possibilidade de atualizar-se, que reclamamos por uma atualização do termo “performance”, a partir de uma re-apropriação brasileira. Debruçamo-nos sobre o corpo desta arte, a fim de formular termos-invenções que a enfatizem enquanto potência em devir. Esse trabalho constitui-se como documento inventivo, ao evocar os conceitos: performação, ato-ação e corpo em obra.

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