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Archive for the ‘sessão 3’ Category

Performance do samba: Por uma dançologia do samba carioca

28/01/2010 Comentários desativados

Claudia Ramalho; Luana Bezerra
bailarinas-pesquisadoras
Cia. Arquitetura do Movimento

resumo O samba carioca no ano de 2007 recebe pela UNESCO o reconhecimento de Patrimônio Imaterial da Humanidade, efetuado através da elaboração do documento denominado Dossiê das Matrizes do samba no Rio de Janeiro. No mesmo ano, a Cia. Arquitetura do Movimento dirigida por Andrea Jabor, inicia o desenvolvimento da pesquisa sobre a dança do samba, suas matrizes e o cruzamento com a dança contemporânea, montando os espetáculos – “Sala de estar: As cinco peles do samba” (2007) e “Ao samba: a cruz, o xis e o esplendor” (2009). Em 2009, a Cia é congratulada com o prêmio de manutenção, pesquisa e intercâmbio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, estabelecendo aproximações, através de pesquisa de campo, com a dança(s), seus atores em seus territórios, selecionados com base no Dossiê. Enquanto bailarinas-pesquisadoras a relação aproximada com os territórios – espaços depositários da tradição do samba nas vertentes samba-de-terreiro, samba-enredo e partido-alto, foi de suma importância para (re)construção e dilatação enquanto intérpretes, e conseqüentes performances. Por fim, o presente trabalho visa apresentar os principais pontos da pesquisa de campo, bem como, a dançologia do samba e suas matrizes.

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Dança de salão dilatada: uma estética transcrita para cena

28/01/2010 Comentários desativados

Suanne Souza Baena
licenciada e graduanda em dança
Escola de Teatro e Dança | Universidade Federal do Pará

resumo Esse artigo trata da contextualização da idéia de uma estética diferenciada sobre a dança de salão que é feita como entretenimento da que é levada para a cena com o caráter artístico profissional. A busca pela diferenciação perpassa pela criação de uma nova vertente para a dança a dois. Alguns profissionais da área da dança de salão no Brasil já fazem esse trabalho, e acabam tendo como resultado o nascimento de novas técnicas para o fazer dessa dança. Para melhor ilustrar essa idéia, tomo como exemplo o trabalho artístico do professor de dança de salão Jomar Mesquita, o qual entrevistei sobre o processo de criação que ele utiliza, também faço uma breve definição sobre a estética “padrão” da dança de salão, e para obter um apanhado teórico utilizo pensamentos de pesquisadores que falam sobre a estética e a técnica na dança. Através deste artigo pretendo expor a importância da separação entre a dança com uma forma “padrão”, da dança de salão com o formato artístico-espetacular.

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“Ó Abre Alas…”: a construção da dramaturgia e a preparação do corpo carnavalesco para as performances da Comissão de Frente

28/01/2010 Comentários desativados

Yaskara Manzini
doutoranda em artes cênicas
Programa de Pós-graduação em Artes | Instituto de Artes | Universidade Estadual de Campinas

resumo Inúmeros trabalhos foram escritos sobre o carnaval brasileiro, entretanto, poucos pesquisadores dedicaram-se a estudar a dramaturgia nos desfiles das escolas de samba e a preparação do corpo do folião para a performance carnavalesca.
Apesar de existirem aproximações entre as artes cênicas e o desfile carnavalesco, conceitos e modos de operação pertinentes as artes do palco são re-elaborados e re-conceituados nas escolas de samba.
O propósito desta comunicação é refletir sobre a construção de dramaturgias e preparação corporal dos componentes da Comissão de Frente, da escola de samba Camisa Verde e Branco, a partir do adentramento da artista-pesquisadora nesta comunidade, em 2001.
A dramaturgia para a construção de performances da ala, nesta escola, dá-se a partir de colagens, cujo suporte é o enredo da escola, seguido por outras camadas como detalhamento do que a ala representa, o samba enredo escolhido e a maneira de cantar o mesmo. Desta forma, a preparação corporal é criada, re-inventada de maneira que dialogue com a criação dramatúrgica. Outrossim, há de se considerar que, no caso específico da Camisa Verde e Branco, o folião que compõe a ala é gente comum, pertencente à comunidade, sem aproximação com as artes cênicas, para os quais o desfile é festa, alegria, mas principalmente, responsabilidade (pela nota) e amor ao Pavilhão.

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Entre pedaços de algodão e bailarinas de porcelana: a performance artística do balé clássico como performance de gênero

28/01/2010 Comentários desativados

Tatiana Mielczarski dos Santos
mestre em educação
Universidade Federal do Rio Grande do Sul

resumo O objetivo desta pesquisa é analisar de que modos a performance artística do balé, que compreende uma série de práticas e significados que lhe conferem sentido, converte-se em performance de gênero, ou seja, estiliza o corpo, repercute na aparência e no comportamento de quem dança, produzindo e reproduzindo maneiras específicas de se viver a masculinidade e a feminilidade. O material empírico foi constituído a partir de entrevistas realizadas com dois grupos de crianças que participam de aulas desse estilo de dança em Porto Alegre. Para a realização da análise, foram utilizados como referenciais teóricos o conceito de performance de Richard Schechner, entre outras contribuições dos Estudos da Performance, bem como alguns referenciais dos Estudos de Gênero e de autores que tratam da história, cultura e pedagogia do balé clássico. As análises foram organizadas em quatro eixos que dizem respeito: 1) à performance do balé; 2) à infância performatizada; 3) às performances do feminino na dança clássica; 4) às discussões deflagradas por meio da observação de imagens relativas ao universo da dança e ao universo infantil estereotipado. A partir dos relatos das crianças, verificou-se que dançar balé (pode) significa(r) dar-se a ver bela e feminina, e que o aprendizado da dança se caracteriza como aprendizado de ser menina. Dessa forma, a rigidez na delimitação de um modo de se viver a masculinidade e a feminilidade pode tanto afastar os meninos da dança, quanto aproximar as meninas ao balé. 

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Rastros

28/01/2010 Comentários desativados

Ary Coelho
graduando em
TRANSE | Universidade de Brasília

resumo A intenção é promover um encontro entre a dança contemporânea e a pintura. Nesta busca e pesquisa, duas linguagens aparentemente díspares levantam dúvidas e questões, entrando numa atmosfera de performance e reflexão. Com movimentos esquematizados, o registro de suas dúvidas e reflexões são constituídas no espaço, a partir de movimentos em constante transformação: são ações cotidianas do corpo transfiguradas para a linguagem poética da dança e da pintura simultaneamente dando um ritmo coreográfico composto com liberdade de improvisação, mesmo tendo uma estrutura pré-elaborada. O processo criativo é visibilizado ao público presente na dança em seus movimentos e na pintura como ocupação do espaço. Os movimentos de ambos performers se transmutam em campos de sensibilidade na qual os movimentos articulados se misturam no desafio no desejo da criação, para ter sentido, fazer sentido.

 

Luisa Günther
doutoranda em sociologia
Instituto de Artes, Departamento de Artes Visuais | Universidade de Brasília
TRANSE | Universidade de Brasília

resumo Rastros podem ser compreendidos enquanto marcas ou registros. São possibilidades de permanência de algo que já não está mais aonde deveria. As coisas, as pessoas e suas ações, se estendem, se confundem, se emancipam de si mesmas e seguem seu próprio rumo. Seguem adiante ao mesmo tempo em que deixam em torno de si algumas evidências de que estiveram por ali. Afinal, para onde vão os movimentos de uma ação que se transforma em outra? As coreografias são rastros de movimentos que deixaram de ser para se tornarem outros movimentos? Movimentos são marcações para o corpo? Será que o corpo carrega consigo as marcas dos lugares por onde esteve ou dos espaços que já ocupou? A escolha do movimento pode ser a busca de um limite entre a ação e a mesmice, entre uma linguagem e outra. De qualquer forma, movimentos marcam, demarcam e ocupam espaços. Neste contexto o corpo é apenas um desses espaços que marca e é marcado. O corpo, aos poucos, deixa rastros. Deixa extensões de si mesmo em outras materialidades: em suor, em gestos, em respiração.

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