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Archive for the ‘sessão 3’ Category

Rito-teatralizando Santa Dica: memórias, imaginários e imagens poéticas

28/01/2010 Comentários desativados

Natássia Duarte Garcia Leite de Oliveira
doutoranda em educação
Escola de Música e Artes Cênicas | Universidade Federal de Goiás

resumo No fértil terreiro-teatro de experimentações teatrais encontrei-me com Santa Dica, uma personagem viva, in memoriam, presente no estado de Goiás. Tomando por base discussões do Grupo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisas e Criações Cênicas SoloS de Baco (EMAC, UFG); o livro Sete Léguas de Paraíso, um romance de Antônio José de Moura; e utilizando conceitos de Victor Turner (1974), como liminaridade e communitas, pretendo no presente trabalho iniciar algumas reflexões acerca da história acontecida em Lagolândia (GO) e traçar diálogos entre aspectos rituais das manifestações desta comunidade.

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Autodeclaração: uma busca pelas construções de significados na trajetória das agentes penitenciárias

28/01/2010 Comentários desativados

Adriana Rezende Faria Taets
mestranda em antropologia social
Programa de Pós Graduação em Antropologia Social | Universidade de São Paulo

 

resumo Este projeto de pesquisa pretende analisar a trajetória de mulheres que trabalham como agentes penitenciárias para entender quais relações elas constroem entre o que ocorre no cárcere e fora dele. A partir da trajetória das agentes, procurar-se-á compreender as percepções que elas possuem de possíveis fronteiras entre esses contextos, verificando se, para elas, há uma separação entre eles, ou se, pelo contrário, há relações fluídas e marcadas por intensa comunicação. O possível posicionamento das agentes penitenciárias nas margens tanto do cárcere quanto da sociedade externa a ele faz delas personagens privilegiadas para uma melhor compreensão das relações estabelecidas entre esses dois mundos aparentemente excludentes. Procurar-se-á verificar o impacto que a convivência cotidiana das agentes com pessoas que perderam o seu direto à liberdade traz para a formação de identidades profissionais, e para as relações que estabelecem com outros personagens tanto do sistema prisional quanto da sociedade mais ampla. As questões principais que balizarão o desenvolvimento da pesquisa voltam-se para a compreensão da visão que as agentes penitenciárias possuem acerca do seu cotidiano, buscando verificar se para elas a sua trajetória é marcada, ou não, por um cruzamento cotidiano entre dois segmentos que se percebem segregados entre si, e se elas declaram carregar em si os estigmas decorrentes dessa trajetória.

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Flamenco. O estrangeiro nessa manifestação popular

28/01/2010 Comentários desativados

Tatiana Guedes
documentarista, mestre em antropologia social
TRANSE – Núcleo Transdisciplinar de Estudos sobre a Performance | Universidade de Brasília

resumo O trabalho proposto é produto de uma pesquisa etnográfica realizada durante dois anos em Sevilha, sul da Espanha, e que deu origem a um filme documentário, intitulado “Otras Flamencas” , que conta a história de mulheres de diferentes nacionalidades que imigram a Sevilha para aprender a dançar flamenco e, dessa forma, profissionalizar-se.
Nesse trabalho não enfocarei o recorte de gênero como foi feito no documentário. Pretendo trabalhar o Flamenco como manifestação artística autêntica e fundamental para o funcionamento das sociabilidades do sul da Espanha, fio condutor da construção da identidade andaluza e expressão artística permanente nas festas de Andaluzia, inclusive nas de viés religioso católico.
Nesse cenário surge um fenômeno interessante: a imigração voluntária de um número relevante de estrangeiros de diversos países, os quais decidem morar em Sevilha para aprender Flamenco, seja a dança, o violão ou o canto. Lá, acabam descobrindo que precisam aprender não somente a técnica, mas principalmente os códigos corporais e de linguagem andaluzes, necessários para ser um flamenco puro. Além disso, vão lentamente inserindo-se nas festividades andaluzas e criando sua própria maneira de ser flamenco puro ao mesmo tempo em que estrangeiro. Interessa aqui adentrar nesse fenômeno, compreendendo-o antropologicamente e performaticamente. Compreender o Flamenco, sua manifestação e o lugar estrangeiro dentro disso.

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A corrida de bateras – reinvenções performativas numa comunidade de pescadores em Florianópolis/SC

28/01/2010 Comentários desativados

Maycon Melo
mestrando em antropologia social
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social | Universidade Federal de Santa Catarina

resumo As experiências performativas formam um espaço privilegiado através do qual as culturas se exprimem e ganham consciência de si próprias. Em setembro de 2009 na Barra da Lagoa, comunidade pesqueira em Florianópolis que recebe grande fluxo de turistas no verão, um grupo de mulheres organizou na forma de performance cultural uma Corrida de Bateras. As bateras são pequenos barcos onde se utiliza um bambu para o deslocamento em curtas travessias e representam uma imagem marcante da identidade local. Nas antigas corridas participavam em sua maioria pescadores e o longo trajeto testava os atributos que marcavam as características dos homens do mar. As performances também são espaços de negociação do poder e de reconfiguração cultural. A Corrida de Bateras reuniu numa mesma experiência performática pescadores e uma rede heterogênea de moradores da região advindos de outras cidades e países. A corrida que servia como distinção agora engloba um grupo que é reflexo do processo turístico da região. Um jogo de complexos performáticos, estruturados de forma tênue entre teatralidade e performatividade, reconfigurou a relação entre pescadores, os moradores “de fora” e o poder público local. Reverberando pelo canal da Barra da Lagoa se viu um pastiche que na apropriação estética da imagem do “outro” colocou foco numa performance que desdobra a tradição local e a contextualiza no debate político e cultural contemporâneo.

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