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Archive for the ‘[4] som | imagem | movimento’ Category

Amores de circo

05/03/2010 Comentários desativados

Duração 40 minutos
Ano de edição 2009
sinopse Uma Companhia de Circo-Teatro chega a uma pacata cidade do interior. A família circense vive o seu cotidiano enquanto os moradores da cidade se encantam com o circo. As relações com a prefeitura e os temas do casamento e do adultério são revividos para a etnoficção que parte de histórias vividas ou imaginadas pelos atores e atrizes de uma companhia da tradição do Circo-Teatro brasileiro.
HDV, mas pode ser exibido em DVD
Autor Ana Lucia Ferraz

Chica Chic, Carmen em performance

05/03/2010 Comentários desativados

Duração 5’30”
Ano de edição 2010
sinopse O projeto Chica Chic, Carmen em performance é parte de uma pesquisa que aborda teorias da performance e metodologias na área da Dança e Teatro que desenvolvem treinamento psicofísico e o auto-conhecimento promovido pelo encontro com o outro, em suas diversas acepções.
Em comemoração ao centenário de Carmen Miranda, em 2009, foram realizadas performances em espaços públicos e eventos acadêmicos e artísticos cujos roteiros se basearam numa abordagem autobiográfica, integrando as memórias e emoções da pesquisadora, emanadas de seu culto à atriz performática.
Amálgamas e sínteses de biografias em expressões visuais, sonoras e de movimento corporal constituíram a materialidade das incorporações da personagem pela atriz pesquisadora.
Autor Regina Müller

ESTADO DE EXCEPÇÃO CITAC: um projeto etnohistórico (1956-1978)

Duração 45 minutos
sinopse Estado de Exceção é um documentário sobre o CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), um grupo de teatro universitário, revelando a História desde que é constituído em 1956 até ao rescaldo da revolução de 1974. É a história do grupo de teatro universitário e, através dela, da história do teatro em Portugal, revelando duas décadas marcantes da História de Portugal. Através da Academia de Coimbra, o documentário reproduz a vida estudantil, a posição da mulher na sociedade, e a mudança de mentalidades de ser e estar no mundo. Reproduz a censura existente e a luta contra a ditadura, a resistência a um regime que se esgotava, bem como as contradições emergentes da revolução democrática.
O CITAC tem uma herança de 50 anos de vivências em Coimbra. Transporta consigo a possibilidade da formação teatral e cívica de corpos pensantes, constituindo um novelo próprio de um modelo possível, geração em geração, entre os estudos, o teatro, e o drama social. Antes da revolução democrática e através do teatro resistem, escapando às tentativas do governo erradicar os princípios democráticos dentro dos vários grupos da Associação Acadêmica. Depois da revolução, este ethos aparece na crítica e radicalismo, confrontando as possibilidades democráticas e do Estado em construção, e questionando-o através da performance.
O CITAC transporta consigo a história de um país que ainda hoje se procura esclarecer, esse povo que parece incapaz de se inscrever, essa lacuna na consciência que trabalha no nevoeiro como o de José Gil. Mas porque se quer inscrita, esta história, constitui-se como exceção ao comum entrevar da vida portuguesa, um ethos que se mantém até aos nossos dias. O CITAC torna-se assim uma janela aberta para o mundo.

Concepção e realização Ricardo Seiça Salgado
Câmara Joana Bem-Haja
Montagem Tiago Hespanha, Luísa Homem
Pós-produção de imagem João Dias
Mistura de som Nuno Morão
Design Gráfico Whatever ™
Produção CITAC, projeto BUH!
Pós-produção Project BUH! / TERRATREME
Músicas
“Sonate No.5 Op. 102 No.2 (I Allegro Con Brio)”, L. V. Beethoven
“Romance N.º 1”, Carlos Paredes
“Cantar de Emigração”, Adriano Correia de Oliveira
“Canta Camarada”, José Afonso
“Canon alla Duodecima, in Contrapunto alla Quinta”, J. S. Bach
Patrocínio Fundação Calouste Gulbenkian, Reitoria da Universidade de Coimbra, 120 Anos de Associação Acadêmica de Coimbra
Apoio TV AAC, Pedro Medeiros

Agradecimentos
A todos os (ex)citaquianos que aceitaram ser entrevistados, pela sua prontidão e energia positiva para falar. Aos que cederam documentos, em especial ao António Lobo Fernandes, pelas imagens super-8 da crise de 1969.
Uma palavra especial também para todos aqueles que passaram pelo CITAC, são eles o sumo do ethos do CITAC.
Um agradecimento ao Dr. Faria e Costa (Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra), Ao Dr. Artur Ribeiro (Museu Acadêmico de Coimbra), ao Museu da Resistência e ao Centro de Documentação 25 de Abril pela colaboração.
Um agradecimento de amigo também ao Pedro Medeiros, ao Joel Vasconcelos e à Joana Bem-Haja.

30 ANOS DE VIDEOCRIATURAS – Edição do arquivo de Otavio Donasci

Duração 50 Min.
Ano de Edição 2010
sinopse Fazendo parte das comemorações dos 30 anos da primeira VideoCriatura, Otavio Donasci faz uma edição pessoal de trechos das videoperformances mais importantes dos seus arquivos.
Criadas na década de 80, as VideoCriaturas são seres híbridos, costura de linguagens videográficas e corporais que interagem ao vivo com as pessoas , dialogando com várias outras linguagens artísticas como teatro, dança, performance, instalações multimídia e eventos de marketing.
O documentário é um desfile da prolífica produção de criaturas de Donasci como : VideoFantoche, VideoBusto, VideoTauro, VideoSSauro, VideoMasks, VideoEsqueleto, VideoBalão, Hydra, PlasmaCriatura, Criatura-Imersiva e dezenas de outras ao longo dessas 3 décadas, além de trechos de entrevistas.

Após a exibição, bate-papo com o artista.

Levantamento do Mastro: Terra, Céu, Tupanaroca e Aruanda no Festejo do Sem Fim

24/02/2010 Comentários desativados

Performance coletiva, integrando visões e manifestações dos viajantes (teóricos e peregrinos) de todos os lugares à roda de um símbolo de alegria, devoção e comunhão.

Promovendo a interação e cumplicidade entre memórias a proposta desta performance é deixar que todos ao pé de mastro se manifestem. Não há hierarquia nem centralização. Tudo ligado e cada um presentando a vontade e o poder.

Este mastro é uma proposta de pacto e ritual. Todos são espectadores e todos são performers ao mesmo tempo. Tudo isso, ligado pela alegria e pela voz dos nossos antepassados, sejam eles consanguíneos, povos que convivemos, ou aqueles que dialogamos teoricamente.

E os mais doces dos bárbaros deverão invadir a roda. Do cóccix ao pescoço, ninguém ficará imóvel. O objetivo é roubar versos, inventar outros, dançar velhas danças e criar, coletivamente, outros passos. Compartilhar o espírito de nossos avós, a voz de nossos pais, os sentidos de nosso presente.

Os estrangeiros e os anfitriões não abolirão o acaso e cantarão um tempo sem fim, um tempo aberto marcado pela alegria e pela vontade de continuar o festejo até a aurora.

O mastro é um convite à invasão, todos devem entrar na cidade amada, no terreiro admirado e deixar que um alto-astral seja mapeado. Que transes sejam invocados e altas transas se deixem evocar. Que as espadas, os pandeiros, os pratos de esmalte, os tambores, as bandeiras, as saias, as máscaras e tudo aquilo que performa seja trazido para o centro e se renove nesta festa do sem fim.

Proposta Augusto Rodrigues Ana Goldenstein Carvalhaes

Categorias:performances

Carmen Miranda e as Bacantes

24/02/2010 Comentários desativados

Performance inspirada em ícone midiático de brasilidade e transgressão social, parte do projeto “Chica Chic, Carmen em performance” de Regina Müller. Carmen Miranda, acompanhada de bacantes andróginas irrompe a cena acadêmica, convidando todos a farrear.

Com Regina Müller e as Bacantes [Adriana de Oliveira, Ana Goldenstein e Luciana Lyra]

Categorias:performances

O Repouso do Inocente

24/02/2010 Comentários desativados

Inspirado nas proposituras do teatrólogo Antonin Artaud, constrói-se uma cena focando no estranhamento, termo que não é intitulado exatamente desta forma por Artaud, mas que é uma de suas propostas para a encenação. O estranhamento, a partir de um ritual, como Artaud propõe em seus textos: “Uma verdadeira peça de teatro perturba o repouso dos sentidos, libera o inconsciente comprimido, leva a uma espécie de revolta virtual” (1993). Deste modo tenta-se buscar um ritual comum à nossa cultura, visando perturbar o repouso da platéia. No seu processo de criação a atriz lembra de algo que esquecemos no nosso cotidiano e evitamos:

“todo adulto foi uma criança…antes de ser adulto. (notas de ensaio)”

 

Em cena Janaína Deuselice

Direção e Sonoplastia Letícia Lemes

Figurino e Maquiagem Janaína Deuselice

Supervisão Geral Robson Corrêa de Camargo

Categorias:performances