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Archive for the ‘performances’ Category

Levantamento do Mastro: Terra, Céu, Tupanaroca e Aruanda no Festejo do Sem Fim

24/02/2010 Comentários desativados

Performance coletiva, integrando visões e manifestações dos viajantes (teóricos e peregrinos) de todos os lugares à roda de um símbolo de alegria, devoção e comunhão.

Promovendo a interação e cumplicidade entre memórias a proposta desta performance é deixar que todos ao pé de mastro se manifestem. Não há hierarquia nem centralização. Tudo ligado e cada um presentando a vontade e o poder.

Este mastro é uma proposta de pacto e ritual. Todos são espectadores e todos são performers ao mesmo tempo. Tudo isso, ligado pela alegria e pela voz dos nossos antepassados, sejam eles consanguíneos, povos que convivemos, ou aqueles que dialogamos teoricamente.

E os mais doces dos bárbaros deverão invadir a roda. Do cóccix ao pescoço, ninguém ficará imóvel. O objetivo é roubar versos, inventar outros, dançar velhas danças e criar, coletivamente, outros passos. Compartilhar o espírito de nossos avós, a voz de nossos pais, os sentidos de nosso presente.

Os estrangeiros e os anfitriões não abolirão o acaso e cantarão um tempo sem fim, um tempo aberto marcado pela alegria e pela vontade de continuar o festejo até a aurora.

O mastro é um convite à invasão, todos devem entrar na cidade amada, no terreiro admirado e deixar que um alto-astral seja mapeado. Que transes sejam invocados e altas transas se deixem evocar. Que as espadas, os pandeiros, os pratos de esmalte, os tambores, as bandeiras, as saias, as máscaras e tudo aquilo que performa seja trazido para o centro e se renove nesta festa do sem fim.

Proposta Augusto Rodrigues Ana Goldenstein Carvalhaes

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Carmen Miranda e as Bacantes

24/02/2010 Comentários desativados

Performance inspirada em ícone midiático de brasilidade e transgressão social, parte do projeto “Chica Chic, Carmen em performance” de Regina Müller. Carmen Miranda, acompanhada de bacantes andróginas irrompe a cena acadêmica, convidando todos a farrear.

Com Regina Müller e as Bacantes [Adriana de Oliveira, Ana Goldenstein e Luciana Lyra]

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O Repouso do Inocente

24/02/2010 Comentários desativados

Inspirado nas proposituras do teatrólogo Antonin Artaud, constrói-se uma cena focando no estranhamento, termo que não é intitulado exatamente desta forma por Artaud, mas que é uma de suas propostas para a encenação. O estranhamento, a partir de um ritual, como Artaud propõe em seus textos: “Uma verdadeira peça de teatro perturba o repouso dos sentidos, libera o inconsciente comprimido, leva a uma espécie de revolta virtual” (1993). Deste modo tenta-se buscar um ritual comum à nossa cultura, visando perturbar o repouso da platéia. No seu processo de criação a atriz lembra de algo que esquecemos no nosso cotidiano e evitamos:

“todo adulto foi uma criança…antes de ser adulto. (notas de ensaio)”

 

Em cena Janaína Deuselice

Direção e Sonoplastia Letícia Lemes

Figurino e Maquiagem Janaína Deuselice

Supervisão Geral Robson Corrêa de Camargo

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Lua Vermelha

24/02/2010 Comentários desativados

Delineada com fragmentos de Woyzeck de Georg Büchner. Construída com alguns caminhos propostos por Grotowski, a cena procura um novo olhar a ser construído pelo espectador. Transportando-o para junto das personagens.

Em cena Bruna Smiljanic, Letícia Lemes e Paulo Canga

Direção Janaína Deuselice

Equipe Técnica Michel Mauch

Supervisão Geral Robson Corrêa de Camargo

[algumas pessoas serão sorteadas para participar da performance]

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TELEKAIA espaço intersecional

24/02/2010 Comentários desativados

TELEKAIA é uma composição audiovisual realizada em tempo real sobre o ritual xamanístico maraká do povo indígena Asuriní do Xingu. A composição assinala a preparação do espaço de realização do ritual maraká: a tukaia. Neste espaço, Pajé, Wanapy e Uirasimbé, papéis rituais do maraká, realizam danças e cantos, obtendo dos espíritos ynga, substância relacionada com a vitalidade dos corpos. A máquina ritual do maraká produz interseção com outras máquinas cósmicas, processando substâncias e componentes. Sua propriedade é agir como um componente sensorial para os corpos, alterando as subjetividades, modificando os modos de percepção e o “estar no mundo”. Ela pode ser acionada para agir como um instrumento de produção e propagação de perspectivas.

Composição, programação digital e performance Eduardo Nespoli

Imagens Eduardo Nespoli, Alice Villela

Acervo Regina Müller – Projeto Documentação e Transmissão dos saberes Tradicionais dos Asuriní do Xingu (IPHAN/MINC)

Áudio Eduardo Nespoli

Acervo Regina Müller – Projeto Documentação e Transmissão dos saberes Tradicionais dos Asuriní do Xingu (IPHAN/MINC)

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Leituras do Guru

24/02/2010 Comentários desativados

A proposta é uma performance que se constitui em uma estranha espécie de palestra que tenta realizar a utopia de uma comunicabilidade total através de todas as línguas e linguagens possíveis. Só será possível saber se haverá êxito quando se estiver em presença do palestrante/performer.

De Lucio Agra

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CRUZES

24/02/2010 Comentários desativados

A ação performática é resultado da intersecção de quatro performers no trabalho acerca de suas respectivas mitologias pessoais. A performance tem origem em pontos cardeais, de onde partem quatro figuras: Judas, Frida, Joana e Calunga, na jornada ritual em busca do cruzamento e conseqüente construção de uma instalação corpo-mito-coletivo.

Com Carlos Ataíde, Lilih Curi, Luciana Lyra e Viviane Madureira

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