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Posts Tagged ‘dança’

A Sociologia Dança: Um experimento em samba de gafieira

14/03/2010 Comentários desativados

João Gabriel L. C. Teixeira
Laboratório Transdisciplinar em Estudos da Performance [Transe]
Departamento de Sociologia
Universidade de Brasília

resumo Artificação em samba de gafieira, realizada com alunos de graduação em ciências sociais na Universidade de Brasília. Uma brincadeira de salão evocando o retorno de uma atuação malandra no campo da comicidade e na alegria de viver. Quem canta seus males espanta. Quem dança a seus pares encanta. Um mexido no xumbrego, um mergulho na fantasia do chamego. Estudantina, Elite e Democráticos sejamos todos nós, transeuntes, transcendentes e transeiros. E Viva a Noite!

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Performance do samba: Por uma dançologia do samba carioca

28/01/2010 Comentários desativados

Claudia Ramalho; Luana Bezerra
bailarinas-pesquisadoras
Cia. Arquitetura do Movimento

resumo O samba carioca no ano de 2007 recebe pela UNESCO o reconhecimento de Patrimônio Imaterial da Humanidade, efetuado através da elaboração do documento denominado Dossiê das Matrizes do samba no Rio de Janeiro. No mesmo ano, a Cia. Arquitetura do Movimento dirigida por Andrea Jabor, inicia o desenvolvimento da pesquisa sobre a dança do samba, suas matrizes e o cruzamento com a dança contemporânea, montando os espetáculos – “Sala de estar: As cinco peles do samba” (2007) e “Ao samba: a cruz, o xis e o esplendor” (2009). Em 2009, a Cia é congratulada com o prêmio de manutenção, pesquisa e intercâmbio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, estabelecendo aproximações, através de pesquisa de campo, com a dança(s), seus atores em seus territórios, selecionados com base no Dossiê. Enquanto bailarinas-pesquisadoras a relação aproximada com os territórios – espaços depositários da tradição do samba nas vertentes samba-de-terreiro, samba-enredo e partido-alto, foi de suma importância para (re)construção e dilatação enquanto intérpretes, e conseqüentes performances. Por fim, o presente trabalho visa apresentar os principais pontos da pesquisa de campo, bem como, a dançologia do samba e suas matrizes.

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A estética dos contrastes no carnaval das escolas de samba: a continuidade no espetáculo da mudança

28/01/2010 Comentários desativados

Renata de Sá Gonçalves
doutora em antropologia cultural
bolsista PRODOC/Capes
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia | Universidade Federal do Rio de Janeiro

resumo Mestre-sala e porta-bandeira, únicos qualificados a portarem o maior símbolo de uma escola de samba, exaltam a imagem de um casal de nobres bailando um minueto. No solo ritual em que carros alegóricos, alas, bateria evoluem linearmente, uma conotação estética específica do casal, que gira com a bandeira, engendra interações de respeito, modos nobres e tradicionais de se comunicar e de se relacionar. Para a análise dessa performance, usarei a idéia dos contrastes e dos interstícios presentes na dança do casal em relação ao próprio idioma do desfile carnavalesco. No plano da temporalidade, pretendo demonstrar como a atuação do mestre-sala e da porta-bandeira propõe uma conversa entre diferentes modos de temporalidade e problematiza ritualmente a própria idéia da duração de uma tradição. Cabe investigar nos sentidos dados pela performance do casal o lugar crítico e surpreendente desse elemento de permanência. Os níveis de significação da passagem do tempo promovem a reflexão sobre o risco da existência da escola e, por isso, a cada ano, é necessário “defender a sua bandeira”. Tal defesa não se faz de modo agressivo, mas de maneira bela e emocionante, aquela que ao longo dos carnavais produziu uma “criatividade conservadora”.

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Cacuriá: A tradição maranhense em terras candangas

28/01/2010 Comentários desativados

Rita de Cássia Souza Cruz
Camila Paula Lopes
Luciana Hartmann
[orientadora]
Departamento de Artes Cênicas | Universidade de Brasília

resumo Esta é uma pesquisa recentemente iniciada que pretende analisar o Grupo de Dança maranhense Cacuriá Filha Herdeira como manifestação folclórica que, sediada em Brasília, aparece descolada de seu lugar de origem. Como objetivos principais podemos destacar a análise da espetacularidade presente nesta dança. Com 17 anos de existência, o Cacuriá Filha Herdeira passa por dificuldades de sobrevivência em virtude da falta de um espaço físico próprio, de subsídios para sua manutenção e da escassez de participantes, que não tem garantia nem de sustentabilidade nem de crescimento dentro do grupo. Neste trabalho estamos partindo da observação, registro em áudio e vídeo e identificação dos elementos performáticos presentes nesta manifestação expressiva, como o uso da dança, a distribuição dos dançarinos no espaço, a marcação rítmica de seus corpos, a coreografia preocupação com o público, a questão da indumentária, para posteriormente partirmos para a análise destes à luz dos referenciais teóricos oriundos da antropologia da performance. Através de uma pesquisa participativa reuniremos todo material histórico do grupo (apresentações, festivais, fotos, vídeos) para, juntamente com a filmagem de apresentações e ensaios do grupo, organizar um registro de pesquisa que permita a análise dessa tradição em nossos próprios corpos, visando o estudo e a transmissão desse conhecimento tradicional permanentemente recriado.

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Pé de valsa: danças antigas de salão que contam histórias

28/01/2010 Comentários desativados

Valéria Maria Chaves de Figueiredo
doutora em educação
Universidade Federal de Goiás

resumo O presente trabalho teve como objetivo trazer a dança como arte da memória e expressa em corpos que dançam. Pesquisamos danças antigas e populares de Goiás, expressões quase que esquecidas e presentes apenas na memória de antigos moradores da região de Santa Cruz em Goiás. Foi na perspectiva da história oral que a inter-relação com a comunidade manifestou-se como condição fundamental para se apreender os modos, as histórias, os movimentos, as dramaturgias que marcaram estes cotidianos e sua arte. Estas danças resistiram como fragmentos na memória de antigos moradores, sem registros oficiais continuam, de certo modo, vivas na tradição da oralidade, particularmente nas memórias do corpo. Aprendidas em festas rurais, são danças de salão, da cultura caipira e eram realizadas nas fazendas da região. Entre mutirões e pagodes tinham o intuito de agregar, coletivizar experiências, ancorando-se nas trocas e nas relações afetivas, sociais e culturais. Ao longo dos anos foram proibidas e/ou desprezadas pela modernidade capitalista. Nossa intenção foi olhar para o corpo como um texto múltiplo e constituído de história, memória e arte. São poesias inscritas no cotidiano e na dança onde a presença de uma multiplicidade de diálogos se constitui como campo de conhecimento polissêmico, aberto, de muitas sensibilidades e humanidades. Nosso referencial teórico dialogou com diversos autores, entre eles Mario de Andrade, Regina Lacerda, Walter Benjamin, entre outros.

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Congada: o significado cultural e performance dos dançantes de João Pinheiro (MG)

28/01/2010 Comentários desativados

Giselda Shirley da Silva
mestre em história cultural
TRANSE | Universidade de Brasília

resumo Este trabalho visa refletir sobre a Congada e a performance dos dançantes do grupo de Santa Luzia da Serra, distrito de João Pinheiro, noroeste de Minas Gerais, percebendo-a como parte das tradições locais. Objetiva perceber os sentidos da congada para os integrantes do grupo e a (re) criação da dança para os dançantes. A pesquisa etnográfica foi realizada através da observação, entrevistas com membros do grupo e fontes iconográficas. A congada é uma manifestação cultural importante em muitos municípios e mineiros está presente na história e na tradição de João Pinheiro. Foi por muito tempo uma das grandes tradições do município constituindo-se em um ritual de fé e festa, entrecruzando religiosidade e diversão. Segundo a memória coletiva das pessoas mais idosas da região, não sabem precisar o início dessa manifestação no município, narram que é muito antiga, todavia, desde a década de 1970, essa manifestação foi perdendo espaço, sendo recriada na última década. Muitas indagações surgiram ao observar esta dança e sua (re) criação, entre elas, o significado cultural para os dançantes, a forma como ela foi / é repassada as gerações mais novas, principalmente aos jovens que são integrantes do grupo, a contribuição da memória para a performance atual do grupo e a (re) criação da dança. O estudo revelou a ressignificação da dança no contexto contemporâneo, percebendo a reinvenção dessa tradição que está sendo repassada através da oralidade as gerações mais novas.

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Festa de São João: a performance como construtora da identidade étnica dos remanescentes quilombolas em São Domingos, Paracatu (MG)

28/01/2010 Comentários desativados

Vandeir José da Silva
mestrando em história cultural
TRANSE | Universidade de Brasília

resumo Esse trabalho tem como objetivo analisar a dança de Caretagem enquanto espaço de performance e reconstrução da identidade étnica dos negros na comunidade remanescente de quilombo em São Domingos, Paracatu (MG). Para a pesquisa, utilizou-se de etnografia, onde foram feitas gravações e fotografias durante a Festa de Caretagem. Adotou-se também diário de campo. A identidade étnica dos Caretas é reconstruída através da música e dança no espaço da Festa promovida anualmente pela comunidade. Essa vivencia no dia 23 para 24 de junho tornou-se local de memórias compartilhadas e repassadas de geração em geração. Os 30 homens mascarados sendo a metade caracterizados de cavalheiros e a outra de damas, dançam pelas casas da comunidade durante toda a noite, possibilitando a reconstrução da identidade étnica sendo percebida no renovar dos passos e fantasias que ocorrem de um ano para outro. Dessa maneira é celebrada uma homenagem para São João Batista, um espetáculo que envolve sagrado, profano, música, dança, máscara, cor e alegria na noite de São João Batista.

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