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O drama social e o rio de Muane

28/01/2010 Comentários desativados

Denise Zenicola
doutora em artes cênicas
Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias | Universidade Estadual do Rio de Janeiro

resumo A proposta deste artigo é estender um olhar sobre a arte performativa de duas cenas da peça teatral O Rio de Muane. Nestas percebe-se a presença das noções de performance e drama na ação e construção do corpo do ator, em sua relação cinestésica e teatral. O espetáculo apresenta performances do cotidiano urbano, do povo que ocupava as ruas do Rio de Janeiro, no século XIX, onde circulavam escravos de ganho, tigres, lavadeiras, marinheiros, entre outros. Homens e mulheres que nos seus afazeres diários foram construindo, com formas diversas e espetaculares, a cultura da cidade do Rio de Janeiro. O Rio de Muane faz parte do Projeto de pesquisa Tear-te, financiado pela FAPERJ.

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A performance na antropologia de Jean Rouch

28/01/2010 Comentários desativados

Pedro Lopes
graduando em ciências sociais
Universidade de São Paulo

resumo O objetivo desta pesquisa é analisar a obra de Jean Rouch em seu caráter performático, partindo do que Geertz chamou de analogia do drama. Sugere-se aqui pensar, à semelhança da analogia do drama, uma forma de analogia da performance. Com referências interdisciplinares vindas da teoria teatral e da arte da performance, busca-se explorar contribuições da noção de performance para a produção antropológica. Para tal, realizou-se uma análise da etnoficção de Rouch A Pirâmide Humana, entendida como um acontecimento. Essa escolha deu-se em função das características que o aproximam da noção de performance, da produção de presença, de uma experiência compartilhada. Ao assumir-se como um acontecimento “real”, crônica de um grupo de amigos inter-racial, formado na criação cênica conjunta, o filme se mostra transformador da vida daqueles que dele participaram. Assim, a noção de performance vinda das artes corporais pode ser entendida como um procedimento metodológico utilizado por Rouch. Contudo, ao se olhar para o filme como uma performance, para além do próprio discurso que ele enuncia, outros elementos se destacam. A proibição de sua circulação em países africanos até meados dos 1990 é um desses elementos, que adquire maior relevância nessa metáfora conceitual. Os caminhos encontrados, ainda preliminares, expõem o tensionamento das fronteiras entre arte, antropologia e sociedade, permitindo observar os agenciamentos produzidos em redor de um projeto de pesquisa antropológica. 

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