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Posts Tagged ‘experiência estética’

Dança de salão: novas configurações na performance da vida

28/01/2010 Comentários desativados

Maria Inês Galvão Souza
mestre em
Universidade Federal do Rio de Janeiro

resumo Os espaços de dança de salão na cidade do Rio de Janeiro são marcados por um preenchimento dinâmico de memórias, tradições, adaptações e inovações. Observamos espaços híbridos preenchidos por diferentes e significativas histórias de vida, que se desvinculam de um tempo cronológico e criam novas durações. Os atores sociais experimentam cada espaço como um palco e nele realizam suas performances com um domínio cada vez mais aprimorado de sua arte. A dança de salão é uma linguagem corporal que se realiza em pares e é repleta de códigos que se estabeleceram ao longo do tempo. Intensificando e ampliando as relações entre seus pares, esses atores criam e legitimam identidades, mantém seus códigos, valorizando regras e desta forma conseguem manter essa linguagem viva e acesa. O objetivo desse estudo é discutir a partir da investigação etnográfica, o universo simbólico de dança de salão enquanto arquitetura viva de sentidos e significados, enquanto um espaço de ritualização da vida a partir da performance da dança. Acreditamos que esses atores deslocam o sentido de suas vidas no momento em que se entregam ao palco de sua dança, fazendo com que espaço, tempo e ação não existam separadamente nesse espetáculo e formando um só corpo, se situam na integração da concretude do movimento e da sensação desse corpo em ação, transformando esse momento em uma experiência estética da vida.

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Códigos e significações da performance oral: em torno da experiência estética

28/01/2010 Comentários desativados

Marcelo de Andrade Pereira
doutor em educação
Universidade Federal de Santa Maria

resumo Esta pesquisa apresenta o período que vai do medievo até a renascença como constituindo um modelo exemplar para se pensar a performance oral, sobretudo porque nele, nesse lugar específico da história, a palavra (comportando sua sonoridade) desempenha dois papéis, enquanto transmissora, a palavra corporifica e comunica uma matéria, uma substância, um sentimento. Transmissão, nesse sentido, significa também contaminação. Com efeito, tanto na trova medieval – no jogo do amor cortesão – quanto no teatro elisabetano, o ato de comunicar, de falar parece-nos deveras afetado. Neste lugar histórico em que a palavra encontra um termo final e não apenas mediador, falar significa atuar, tornar vivo, visto que, na palavra, exprime-se o conjunto de elementos não verbais e não sígnicos – materializados na voz, nos gestos, no uso da palavra – que a envolvem e que, não por acaso, a dinamizam. Tais elementos dizem respeito, sobretudo, à performance – transposta numa espécie de ritualização da fala: um procedimento, um modo de abordagem, de se pôr da palavra que coopera para o estabelecimento de uma atmosfera, de um clima, de uma tonalidade afetiva que hiper-dimensiona a própria palavra e os sentidos por ela ventilados. Este trabalho, de caráter multidisciplinar, busca investigar os sentidos e códigos da performance oral em vista da experiência estética. Conta com os seguintes operadores teóricos: Zumthor, Gumbrecht, Agambem, Bauman, Turner e Schechner.

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