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Posts Tagged ‘performance’

A Sociologia Dança: Um experimento em samba de gafieira

14/03/2010 Comentários desativados

João Gabriel L. C. Teixeira
Laboratório Transdisciplinar em Estudos da Performance [Transe]
Departamento de Sociologia
Universidade de Brasília

resumo Artificação em samba de gafieira, realizada com alunos de graduação em ciências sociais na Universidade de Brasília. Uma brincadeira de salão evocando o retorno de uma atuação malandra no campo da comicidade e na alegria de viver. Quem canta seus males espanta. Quem dança a seus pares encanta. Um mexido no xumbrego, um mergulho na fantasia do chamego. Estudantina, Elite e Democráticos sejamos todos nós, transeuntes, transcendentes e transeiros. E Viva a Noite!

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A criação do roteiro na performance do jogo teatral antropológico

28/01/2010 Comentários desativados

Iremar Maciel de Brito
doutor em Letras
Escola de Teatro | UNIRIO
Instuto de Letras | Universidade Estadual do Rio de Janeiro

resumo A criação de roteiros para performances teatrais tem sido um dos objetos da nossa pesquisa sobre o jogo teatral nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Escola de Teatro da UNIRIO. São performances de caráter antropológico, que discutem os personagens em suas relações humanas e sociais, através de jogos teatrais. A nossa proposta, portanto, pretende ser mais um caminho, entre outros, de criação de roteiros para a realização jogos teatrais performáticos, buscando discutir o homem e suas relações com o mundo. Neste trabalho, adaptamos ao jogo teatral o sistema universal da narrativa (sistema quinário), teorizado a partir de Propp, Todorov e Greimas, entre outros. O sistema quinário estabelece os cinco pontos básicos de qualquer sequência narrativa tradicional: 1) Situação inicial; 2) Força desequilibradora ou primeira peripécia; 3) Desenvolvimento; 4) Força equilibradora ou segunda peripécia); 5) Estado final. Entretanto, na nossa adaptação desse sistema para roteiros de performances antropológicas, trabalhamos com a desconstrução da tradicional sequência lógico-temporal, na busca de inusitadas possibilidades de seqüenciar um acontecimento ou uma história.

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O público [em]cena e a subversão do “espetáculo”

28/01/2010 Comentários desativados

Margarida Gandara Rauen
doutora em dramaturgia e encenação
Departamento de Arte-Educação | Universidade Estadual do Centro-Oeste

resumo A subversão do espetáculo-mercadoria foi sistematicamente praticada pelos situacionistas, numa relação direta com Guy Debord em seu livro A Sociedade do Espetáculo (1967). Consideradas as críticas feitas a Debord durante mais de quarenta anos de recepção de seus escritos, é paradoxal observar, nas artes cênicas, o atual fortalecimento de suas idéias, com o crescente interesse de performers e coletivos na inclusão do público como agente compositor da cena em eventos interativos. Analisados como ritual por Richard Schechner, cujo pensamento, na área de Artes no Brasil, se expandiu com Renato Cohen, essas práticas de performance e live-art sugerem tanto a rejeição radical da arte mercadoria, até as ações telemáticas que provocam movimentos de massa em vários países, simultaneamente. A Estética Relacional, proposta por Nicolas Bourriaud (Trad. Denise Bottmann, Martins, 2009) é uma das mais recentes abordagens da arte interativa. O objetivo de minha comunicação é considerar diferentes procedimentos e entendimentos de interatividade em eventos cênicos nos quais pessoas do público tornam-se agentes compositores no tempo real da cena. O trabalho é ilustrado com as práticas de artistas e coletivos diversos, incluindo processos criativos expostos no livro A interatividade, o controle da cena e o público como agente compositor, por mim organizado (EDUFBA, 2009).

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“África” e seus corpos: a performance como elaboradora do território negro

28/01/2010 Comentários desativados

Ana Beatriz Almeida
graduanda em
Escola de Artes, Ciências e Humanidades | Universidade de São Paulo

 resumo Através da observação comparativa entre performances contemporâneas de artistas negros e rituais de matriz africana, constrói-se um quadro analítico das demandas expressivas dessa comunidade, tendo como foco a manisfestação corporal do que seria a territorialidade social negra. Ao analisar tal aspecto dentro da questão diaspórica, pretende-se ler nas construções performáticas uma possibilidade de mapeamento corpóreo do que seria esse lugar virtual. Observa-se o ritual e o artístico num paralelo local/global afim de confrontar as condições sociais que engendraram a primeira manifestação, com as demandas do mercado cultural que norteiam a segunda. Nesse movimento produz-se uma análise reflexiva sobre as dinâmicas e representações dessa população no tempo. Num jogo entre liminar e liminóide busca-se “histórias sobre a sociedade que ela conta a si mesma sobre o que foi esquecido”.

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O drama social e o rio de Muane

28/01/2010 Comentários desativados

Denise Zenicola
doutora em artes cênicas
Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias | Universidade Estadual do Rio de Janeiro

resumo A proposta deste artigo é estender um olhar sobre a arte performativa de duas cenas da peça teatral O Rio de Muane. Nestas percebe-se a presença das noções de performance e drama na ação e construção do corpo do ator, em sua relação cinestésica e teatral. O espetáculo apresenta performances do cotidiano urbano, do povo que ocupava as ruas do Rio de Janeiro, no século XIX, onde circulavam escravos de ganho, tigres, lavadeiras, marinheiros, entre outros. Homens e mulheres que nos seus afazeres diários foram construindo, com formas diversas e espetaculares, a cultura da cidade do Rio de Janeiro. O Rio de Muane faz parte do Projeto de pesquisa Tear-te, financiado pela FAPERJ.

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Artes do corpo, artes da vida, artes da memória: o treinamento cênico na Cia de Theatro Fase 3

28/01/2010 Comentários desativados

Jéssica Hiroko de Oliveira

resumo Nas práticas da Cia de Theatro Fase 3, companhia cujo elenco é formado, em sua maioria, por mulheres com mais de sessenta anos, o corpo não só é suporte para técnicas, ensaios e exercícios de treinamento cênico, mas também, extrapolando a dimensão técnica da interpretação, pode ser entendido como o elo que permite a construção de uma nova linguagem, na medida em que evidencia aspectos subjetivos e das experiências individuais que cada atriz traz e que se fundem na linguagem teatral.
Presentes na memória, estes elementos se mostraram essenciais para as relações tecidas entre cada uma e em relação à cia como um todo: é a partir da experiência em relação ao corpo e à vida que nascem as peças, o desejo de estar no grupo, de produzir espetáculos que demonstrem a beleza no quotidiano e no envelhecimento – etapa da vida comumente atrelada à decadência e feiúra –, e sobretudo, de quebrar a barreira entre o privado – comumente destinado às mulheres e idosos – e o público.
A reconstrução do corpo através do teatro passa a ser uma postura crítica de suas próprias vivências, ultrapassando o caráter individual e compondo uma linguagem teatral ímpar.
Este trabalho deriva da observação participante na oficina realizada pela Cia de Theatro Fase 3, para a montagem do espetáculo Nos Quintais de Quintana, onde se pôde acompanhar, além do processo de criação da peça, pelo diretor, o processo de treinamento cênico das atrizes – dentre as quais, imersa experimentalmente, a pesquisadora.

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Um espetáculo de violência na ponta do dedo: cortes e recortes de um gesto performático

28/01/2010 Comentários desativados

Scott Head
doutor em antropologia
GESTO | Universidade Federal de Santa Catarina

resumo No trabalho proposto, pretendo lidar com um sutil gesto performático que sintetiza o que antes era tido como um vasto espetáculo de violência. Este gesto, que se realiza no jogo ritualizado e luta dançada hoje conhecida como Capoeira Angola, sensivelmente reconecta o jogo a imagens históricas das gangues de capoeiras que uma vez aterrorizavam os pedestres ‘respeitáveis’ nas ruas da cidade do Rio de Janeiro: no caso, o gesto de cortar o pescoço do adversário com a ponta do dedo, como se fosse uma navalha – a arma preferida dos temidos capoeiras do passado. Fazendo uso da distinção de Diana Taylor (2003) entre ‘repertório’ e ‘arquivo’, ressalto a importância da forma sensível tomada por atos de rememoração, sejam estes gestuais, narrados, escritos e/ou imagéticos. No caso, longe de tratar o arquivo histórico como oferecendo uma representação mais ‘fiel’ à realidade histórica referida pelo gesto do corte no jogo da capoeira, trato ambos como formas distintas de apresentar, reinventar, e questionar a própria ‘realidade’ da violência (física e/ou simbólica) sendo retratada. Ao justapor ‘imagens’ do arquivo escrito com outras do repertório gestual da capoeira, busco ressaltar a ambivalência contida nas frestas entre corpo e signo, entre um ato lúdico e um espetáculo da violência, e entre a materialização performática de um certo imaginário social e a figuração ‘imagética’ da própria história.

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