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Archive for the ‘sessão 5’ Category

Os corpos da escrita: corpo e caligrafia japonesa, para além do clichê

28/01/2010 Comentários desativados

Rafael Tadashi Miyashiro
mestre em artes
Instituto de Artes |Universidade de Campinas
Mackenzie
Arthur Lara
doutor em comunicação
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo | Universidade de São Paulo
Anna Paula Gouveia
doutora em arquitetura e urbanismo FAU-USP
Instituto de Artes |Universidade de Campinas

resumo No conceito de mídia primária de Harry Pross, o corpo é considerado a primeira mídia, na qual todas as outras se sobrepõem. No caso da caligrafia japonesa, esse viés traz uma perspectiva muito interessante, porque coloca o corpo no centro de algo que, em geral, é diretamente relacionado às letras e às artes visuais.

Nesse sentido, ganha profundidade a escrita como resultado de um corpo que pensa e faz a caligrafia – e que atualiza anos da história da escrita num momento singular. Esse corpo, no entanto, não é algo serializado e formatado. Inserido num território criativo, onde atuam elementos da cultura japonesa como ma, ki, e kokoro, ele traz uma caligrafia de múltiplas manifestações e intenções, resultado das singularidades de cada calígrafo, o que a afasta, em muito, da caligrafia oriental “clichê”, tão presente na mídia e no imaginário, que tende a chapar tudo num mesmo estado, pretensamente “zen”.

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Andanças e festas noturnas: dinâmica no meio evangélico brasileiro

28/01/2010 Comentários desativados

Márcia Leitão Pinheiro
doutora em sociologia e antropologia
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

resumo Ao considerar a dinâmica religiosa que caracteriza a sociedade contemporânea, com o registro de expressões que decorrem de alterações e (re) apresentações de antigos e novos rituais, entende-se que as reflexões sobre festa e rituais contribuem para compreender essas transformações religiosas. Será dado destaque a um tipo de atividade encontrada no meio evangélico brasileiro e que ocorre em diversas cidades do país. Específicos fazeres e experiências juvenis são constitutivos do encontro musical noturno, sendo realizado nos finais de semana, em clubes e boates, contribuindo para reunir freqüentadores de diversas igrejas e áreas da cidade. A “festa” – conforme designação corrente no meio investigado – é caracterizada por experimentos sonoros, danças, jogos, brincadeiras e orações. A atividade explicita rupturas, bem como deslocamentos espaciais e simbólicos exercitados por seus integrantes, bem como uma concepção de corpo e de sagrado. A partir da descrição etnográfica, pretende-se discutir como a “festa” integra e revela um modo de sociabilidade juvenil e da dinâmica do pertencimento religioso.

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Identidade(s) em Performance nas Festas de Capela

28/01/2010 Comentários desativados

Márcia Chiamulera
mestranda em ciências sociais
Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais | Universidade Federal de Santa Maria

resumo Este trabalho pretende apresentar e refletir sobre as performances produzidas em Festas de Capela, um tipo específico de festa que se apresenta no contexto rural da região da Quarta Colônia de Imigração Italiana no Rio Grande do Sul. A análise das performances dos organizadores, na situação específica de produção dos alimentos para a festa, será articulada, principalmente, sobre os referenciais de Richard Schechner, incorrendo à noção de comportamento restaurado. Neste sentido, busco indicar a relação que é estabelecida entre as performances produzidas e a identidade do grupo, uma identidade estratégica que é acionada na construção deste tipo de festa. Da percepção da identidade étnica italiana, compreendida como não única nem fixa, emergem elementos que reportam às relações sociais e culturais amparadas numa perspectiva histórica e nas memórias construídas sobre a imigração nesta região. Neste percurso, o corpo se torna um suporte desta cultura, o eixo pelo qual se apresentam as identidades em performance, em especial, a identidade étnica italiana no contexto das Festas de Capela.

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Dança de salão: novas configurações na performance da vida

28/01/2010 Comentários desativados

Maria Inês Galvão Souza
mestre em
Universidade Federal do Rio de Janeiro

resumo Os espaços de dança de salão na cidade do Rio de Janeiro são marcados por um preenchimento dinâmico de memórias, tradições, adaptações e inovações. Observamos espaços híbridos preenchidos por diferentes e significativas histórias de vida, que se desvinculam de um tempo cronológico e criam novas durações. Os atores sociais experimentam cada espaço como um palco e nele realizam suas performances com um domínio cada vez mais aprimorado de sua arte. A dança de salão é uma linguagem corporal que se realiza em pares e é repleta de códigos que se estabeleceram ao longo do tempo. Intensificando e ampliando as relações entre seus pares, esses atores criam e legitimam identidades, mantém seus códigos, valorizando regras e desta forma conseguem manter essa linguagem viva e acesa. O objetivo desse estudo é discutir a partir da investigação etnográfica, o universo simbólico de dança de salão enquanto arquitetura viva de sentidos e significados, enquanto um espaço de ritualização da vida a partir da performance da dança. Acreditamos que esses atores deslocam o sentido de suas vidas no momento em que se entregam ao palco de sua dança, fazendo com que espaço, tempo e ação não existam separadamente nesse espetáculo e formando um só corpo, se situam na integração da concretude do movimento e da sensação desse corpo em ação, transformando esse momento em uma experiência estética da vida.

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Pé de valsa: danças antigas de salão que contam histórias

28/01/2010 Comentários desativados

Valéria Maria Chaves de Figueiredo
doutora em educação
Universidade Federal de Goiás

resumo O presente trabalho teve como objetivo trazer a dança como arte da memória e expressa em corpos que dançam. Pesquisamos danças antigas e populares de Goiás, expressões quase que esquecidas e presentes apenas na memória de antigos moradores da região de Santa Cruz em Goiás. Foi na perspectiva da história oral que a inter-relação com a comunidade manifestou-se como condição fundamental para se apreender os modos, as histórias, os movimentos, as dramaturgias que marcaram estes cotidianos e sua arte. Estas danças resistiram como fragmentos na memória de antigos moradores, sem registros oficiais continuam, de certo modo, vivas na tradição da oralidade, particularmente nas memórias do corpo. Aprendidas em festas rurais, são danças de salão, da cultura caipira e eram realizadas nas fazendas da região. Entre mutirões e pagodes tinham o intuito de agregar, coletivizar experiências, ancorando-se nas trocas e nas relações afetivas, sociais e culturais. Ao longo dos anos foram proibidas e/ou desprezadas pela modernidade capitalista. Nossa intenção foi olhar para o corpo como um texto múltiplo e constituído de história, memória e arte. São poesias inscritas no cotidiano e na dança onde a presença de uma multiplicidade de diálogos se constitui como campo de conhecimento polissêmico, aberto, de muitas sensibilidades e humanidades. Nosso referencial teórico dialogou com diversos autores, entre eles Mario de Andrade, Regina Lacerda, Walter Benjamin, entre outros.

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