Arquivo

Archive for the ‘música e oralidade’ Category

programação [música e oralidade]

14/03/2010 Comentários desativados

tarde | 17.03

SESSÃO 1: [MÚSICA, PERFORMANCE, ORALIDADE]

A performance de personagens no espetáculo da política: a encenação ritual de Ronaldo Cunha Lima na eleição para prefeito de Campina Grande-PB em 1968
Iolanda Barbosa da Silva

Escutar, escutar, escutar… um caminho para a construção poética
Meran Vargens

Grupo Anima: música e ato na performance da música de tradição oral e da música antiga
Valéria Fuser Bittar; Luiz Henrique Fiaminghi

Códigos e significações da performance oral: em torno da experiência estética
Marcelo de Andrade Pereira

manhã| 18.03

SESSÃO 2 [ATOR, ORALIDADE]

Rezando em busca da visão: narrativas e performances rituais no Fogo Sagrado
Aline Ferreira Oliveira

Peregrinações do Corpo, da Voz e da Memória
Rosana Baptistella

Carne da canção: corpo e performance da palavra cantada no âmbito da música popular
Conrado Vito Rodrigues Falbo

O riso com (re)leitura: o processo de parodização da Bossa Nova pela Tropicália
Victor Creti Bruzadelli

“A palavra dita que é canção e a frase cantada que é fala” Maria Knébel e Stanislavsky sobre a performance oral
Adriana Fernandes; Robson C. de Camargo; Michel M. Rosa

tarde | 18.03

SESSÃO 3: [RITUAL, NARRATIVA]

Poesia e peregrinação Kalunga: a letra, a voz e o mastro do Divino Espírito Santo
Augusto Rodrigues

Sonoridades e performance no contexto ritual – o caso do candomblé queto
Jorge Luiz Ribeiro de Vasconcelos

O que a música faz na capoeira angola?
Maria Eugênia Dominguez

Música e oralidade, estética e ética: as cantigas no ritual e performance da capoeira angola
Rosa Maria Araújo Simões

manhã | 19.03

SESSÃO 4: [CANÇÃO POPULAR, VIOLA, CANTORIA]

As performances de trova galponeira em situações distintas: A roda de trova e os concursos
Gisela Reis Biancalana

Transir rústico. Transgressão Lírica. O movimento poético-musical da Nova Cantoria de Elomar Figueira Mello, Dércio Marques e Xangai
Eduardo Cavalcanti Bastos

A performance da música regional no triângulo mineiro
Márcio Bonesso

A viola do diabo: notas sobre narrativas de pactos demoníacos no norte e noroeste mineiro
Luzimar Paulo Pereira

(Em)cantos das Almas: a Recomenda das Almas em Correntina (Bahia)
Eduardo José Reinato

tarde | 19.03

SESSÃO 5 [GÊNEROS MUSICAIS, IDENTIDADE]

White Metal, o Heavy Metal “do bem”. Um estudo sobre as adaptações estéticas e performáticas do metal cristão
Patrícia Barbosa Villar

Corpos em linhas de fuga: êxtase juvenil nas Verduradas em São Paulo
João Batista de Menezes Bittencourt

Samba e choro em Brasília: os músicos, as notas e a cena musical na capital federal
João Carlos de Souza Peçanha

Bossa Nova entre as primeiras apresentações no Brasil e o espetáculo do Carnegie Hall (1958 – 1962). Performance e redimensionamento cultural
Vicente Saul Moreira dos Santos

Os aspectos performativos da música como meios de criação de identidade no Rio de Janeiro
Adriana Conceição Ribeiro-Mayer

A performance de personagens no espetáculo da política: a encenação ritual de Ronaldo Cunha Lima na eleição para prefeito de Campina Grande-PB em 1968

28/01/2010 Comentários desativados

Iolanda Barbosa da Silva
doutora em sociologia
Departamento de Filosofia e Ciências Sociais | Universidade Estadual da Paraíba

resumo A construção espetacular do personagem político Ronaldo Cunha Lima requer uma investigação que possibilite a análise do seu estilo poético enquanto uma particularidade de sua performance ritual que, ao encontrar ambiência na cultura local, em um cenário propício à invenção do poeta-político e do político-poeta, constrói um modo singular de atuar na política espetáculo, tanto em período de campanha, quanto no exercício de cargos executivos e legislativos desde as primeiras disputas eleitorais em Campina Grande-PB, particularmente na eleição para prefeito em 1968. Na performance ritual o personagem se inventa e reinventa criando estratégias de permanência e manutenção do poder local, utilizando do verso e da prosa como elemento diferenciador para encantar, seduzir e atrair multidões nas disputas eleitorais, distinguindo-se dos adversários pelo estilo boêmio, irreverente e artístico que imprime em suas aparições públicas. Porém, a invenção de seus personagens ocorre não só na performance do político, mas também em narrativas performáticas identificadas na prática política dos meios de comunicação local e nos perfis personificados na figura de Ronaldo. A seleção e coleta de dados em fontes documentais, como: jornais impressos e digitalizados, arquivos privados e públicos, biografias, produções literárias, cartas e transcrições de discursos públicos de campanha e no exercício de cargos administrativos, nos possibilitam um universo de documentos que registram a performance das figuras políticas personificadas por RCL em episódios performáticos da política espetáculo que serão interpretados neste artigo.

trabalho completo [clique aqui]

Escutar, escutar, escutar… um caminho para a construção poética

28/01/2010 Comentários desativados

Meran Vargens
pós-doutoranda em artes
Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas | Escola de Teatro | Universidade Federal da Bahia

resumo Este trabalho estabelece elos entre o processo de construção do roteiro do documentário “Vozes do Baixo Sul” (em produção para o IRDEB – TVE-BA no qual sou atriz e roteirista) e a pesquisa intitulada “Causos Daqui: estudo teórico-prático em Performance, Oralidade e Histórias de Vida na construção de dramaturgia original cênica como proposta pedagógica para a formação vocal do ator-criador”. Em ambos, o processo condutor da criação é a escuta sensível. Trata-se de refletir sobre os modos de buscar, de encontrar, de escolher e de criar vínculos entre vozes e falas para tecer significados na construção poética. Desta forma o documentário é encarado como um primeiro experimento para o levantamento de questões, sugestões e análises dos modos de proceder da pesquisa quanto ao ato de escutar e de provocar a fala do outro incentivando a expressão e a exposição de si; de gerar temáticas ao interagir na pesquisa de campo onde se deram e se darão os procedimentos de coleta de histórias de vida; dos aspectos da vocalidade e da oralidade tocando a percepção do autor/ator/criador.

trabalho completo [clique aqui]

Grupo Anima: música e ato na performance da música de tradição oral e da música antiga

28/01/2010 Comentários desativados

Valéria Fuser Bittar
doutoranda em teatro
Universidade de Campinas
Luiz Henrique Fiaminghi
doutor em música
Universidade Estadual de Santa Catarina

resumo As práticas musicais contemporâneas caminharam ao encontro de aberturas que lhe permitiram incorporar atividades extra-musicais como fenômenos renovadores de sua linguagem, libertando-se do binômio obra-autor como parâmetro monolítico para interpretação musical. Penetrando nessas aberturas, a música de tradição oral, e a música antiga através de suas práticas obliteradas pela hegemonização e canonização das grandes obras, permitiram aos intérpretes reassumirem o papel de protagonistas do discurso musical, libertando-se do subjugo da verdade do texto. Ao intérprete/criador cumpre deixar a função subalterna de mero veículo de ligação entre autor/obra e a audiência.

A mudança da função do intérprete no contexto da pós-modernidade exige o desenvolvimento de múltiplas capacidades. Nesse processo, o teatro contemporâneo, a antropologia e a hermenêutica podem oferecer novos parâmetros para o intérprete musical, considerando a interpretação fenomenológica e a corporeidade como fatores determinantes para uma linguagem musical que incorpore múltiplas camadas culturais, estéticas e temporais.

Tomando como estudo de caso o espetáculo musical “Donzela Guerreira” do grupo Anima, abordaremos do ponto de vista de intérpretes/criadores, a necessidade de desconstruir o concerto tradicional para retomar as bases da performance como ritual. A transposição do universo da tradição oral e da música medieval para a contemporaneidade implica em riscos que devem ser evitados para não transformar a criação artística em flashes do passado no presente.

trabalho completo [indisponível]

Códigos e significações da performance oral: em torno da experiência estética

28/01/2010 Comentários desativados

Marcelo de Andrade Pereira
doutor em educação
Universidade Federal de Santa Maria

resumo Esta pesquisa apresenta o período que vai do medievo até a renascença como constituindo um modelo exemplar para se pensar a performance oral, sobretudo porque nele, nesse lugar específico da história, a palavra (comportando sua sonoridade) desempenha dois papéis, enquanto transmissora, a palavra corporifica e comunica uma matéria, uma substância, um sentimento. Transmissão, nesse sentido, significa também contaminação. Com efeito, tanto na trova medieval – no jogo do amor cortesão – quanto no teatro elisabetano, o ato de comunicar, de falar parece-nos deveras afetado. Neste lugar histórico em que a palavra encontra um termo final e não apenas mediador, falar significa atuar, tornar vivo, visto que, na palavra, exprime-se o conjunto de elementos não verbais e não sígnicos – materializados na voz, nos gestos, no uso da palavra – que a envolvem e que, não por acaso, a dinamizam. Tais elementos dizem respeito, sobretudo, à performance – transposta numa espécie de ritualização da fala: um procedimento, um modo de abordagem, de se pôr da palavra que coopera para o estabelecimento de uma atmosfera, de um clima, de uma tonalidade afetiva que hiper-dimensiona a própria palavra e os sentidos por ela ventilados. Este trabalho, de caráter multidisciplinar, busca investigar os sentidos e códigos da performance oral em vista da experiência estética. Conta com os seguintes operadores teóricos: Zumthor, Gumbrecht, Agambem, Bauman, Turner e Schechner.

 trabalho completo [clique aqui]

Rezando em busca da visão: narrativas e performances rituais no Fogo Sagrado

28/01/2010 Comentários desativados

Aline Ferreira Oliveira
mestranda em antropologia social
Universidade Federal de Santa Catarina

 

resumo Neste trabalho tenho por objetivo retomar a reflexão de como são utilizados diversos meios para produzir uma experiência em relevo em contextos rituais de um movimento espiritual internacional conhecido como Fogo Sagrado ou Caminho Vermelho, em que as narrativas são recursos elementares usados pelos performers que rezam, interpretando suas experiências. Focarei em aspectos estéticos e semânticos das dinâmicas rituais, destacando os “rezos” produzidos no contexto de experiências iniciáticas da “busca da visão” – um retiro de vários dias em jejum na mata, que se dá num evento anual envolvendo rituais como o “temazcal”, uma espécie de sauna, e a “cerimônia de medicina”, em que se usam tabaco, ayahuasca, água e alimentos -, em eventos em que múltiplos meios comunicativos (como variações de luz, espaço, temperatura, cheiros, gostos, sons, ritmos, etc.) são acionados na produção de uma experiência intensificada que envolve o cantar e rezar com a participação ativa de todos os presentes. Nesse contexto, o uso do tabaco estabelece turnos de fala em que os participantes comunicam suas experiências através dos “rezos”: pedidos e agradecimentos num evento narrativo em que a construção de reflexões e a negociação dos significados envolvem dramas, risos, choros, monotonias e intensidades.

 trabalho completo [clique aqui]

Peregrinações do Corpo, da Voz e da Memória

28/01/2010 Comentários desativados

Rosana Baptistella
mestre em educação
Laborarte | Faculdade de Educação | Universidade Estadual de Campinas

resumo O artigo trata de Folias de Reis de três municípios da região do Rio Araguaia no estado de Mato Grosso – Ribeirãozinho, Araguaiana e Pontal do Araguaia – e reflete sobre possíveis desdobramentos destas pesquisas de campo para as artes cênicas e performáticas, à luz da Antropologia da Performance. São abordados aspectos como a suspensão de papéis e o fluxo da performance entre público e performers – flow – através de, respectivamente, Turner e Schechner, em diálogo com pesquisadores das artes cênicas, da antropologia e da filosofia. A pesquisa de campo é apontada aqui como um caminho para o artista cênico que pretende deslocar-se do seu lugar, descobrindo novas possibilidades, remexendo em suas memórias e criando novas vivências, atento às suas percepções. A integração entre corpo e voz, cantos e causos, danças e festas, público e performer, que se estabelece nesses campos e se potencializa nos mestres das folias e em alguns foliões é o que chama minha atenção como artista da cena. A sonoridade da fala e dos cantos, o movimento e a dança entram nas casas que os foliões visitam. Corpos ágeis e vigorosos lidam com o lúdico e com o sagrado. Brincam e protegem, na peregrinação que representa os Santos Reis. Há uma inteireza nas pessoas que vai além da estética e é isso que pretendo evidenciar.

trabalho completo [clique aqui]